China culpa 'política hostil' dos EUA pelas tensões com a Coreia do Norte
O chanceler da China, Wang Yi, pediu que a Coreia do Sul não tome partido na disputa entre Pequim e Washington, afirmando ainda que os EUA deveriam abandonar sua "política hostil" em relação à Coreia do Norte.
Wang afirmou que a redução das tensões na Península Coreana passa por uma mudança de postura dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte. "A solução fundamental para as tensões na Península Coreana está em enfrentar as causas do problema e instar os Estados Unidos a abandonarem sua política hostil em relação à Coreia do Norte", disse Wang, citado pela agência estatal chinesa Xinhua
O ministro chinês também cobrou que Seul mantenha autonomia estratégica e evite alinhamentos automáticos. Ele afirmou que a Coreia do Sul deve "alcançar uma autonomia estratégica genuína, abster-se de confrontos de blocos e de tomar partido, e desenvolver relações com grandes potências, incluindo China e Estados Unidos, em paralelo e sem contradição". A declaração ocorreu em reunião com o assessor de Segurança Nacional sul-coreano, Wi Sung-lac.
China defendeu a retomada do diálogo entre as duas Coreias e a reconstrução de confiança. "A China ficaria feliz em ver a península avançar para uma coexistência pacífica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte", disse Wang a Wi, ao pedir a reabertura de canais de conversa.
Declarações ocorreram após Donald Trump dizer que pretende se encontrar com Kim Jong Un ainda neste ano. O presidente dos EUA também afirmou que a Coreia do Norte teria 57 armas nucleares "muito poderosas" . "Nunca se devia permitir que isto acontecesse", declarou o republicano a jornalistas na Casa Branca. "Mas as conseguiu. E eu me entendo muito bem com ele", acrescentou.
Questionado na segunda-feira se Kim havia respondido aos seus pedidos de diálogo, Trump disse: "Sim, ele respondeu." No entanto, a irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, afirmou na quarta-feira que não tinha conhecimento de nenhum contato entre Kim Jong Un e Trump.
Nos últimos dias, Trump tem falado bastante sobre a Coreia do Norte. O republicano até reduziu a presença dos EUA em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, em um aceno claro ao líder norte-coreano, Kim.
Enquanto isso, Japão informou que a Coreia do Norte lançou um míssil que pode ser balístico em direção ao mar nesta quinta-feira. O disparo foi citado pelo governo japonês e pela guarda costeira do país.
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