Nair chega aos 100 anos com memória afiada, bom humor e muita história
Conversar com Nair Savietto é quase como abrir um álbum de fotografias.
Aos 100 anos, recém-completados no último sábado (15), ela lembra de nomes, lugares, pessoas e acontecimentos com uma facilidade que surpreende.
E, entre uma lembrança e outra, ainda encontra espaço para brincar, se corrigir, dar risada e puxar mais uma história.
Nair fala com espontaneidade, se emociona, reclama das pernas e, em seguida, volta a sorrir.
Bastam alguns minutos ao lado dela para entender por que é tão querida pela família e por todos.
Natural de Itararé (SP), ela chegou a Mato Grosso do Sul quando o Estado ainda era Mato Grosso e Campo Grande estava muito longe da Capital que conhecemos hoje.
Veio ao lado do marido, o professor de português Benedito Azamor, e aqui construiu uma vida marcada por viagens e por uma família de 5 filhos, 12 netos e 18 bisnetos.
Ela chegou quando Campo Grande ainda tinha ruas sem asfalto e poucas escolas.
O marido havia sido convidado inicialmente para trabalhar como jornalista, mas encontrou uma vaga como professor.
Ela também passou a lecionar.
A professora percorreu diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
Deu aula em Miranda, Aquidauana, Jaraguari e na Furna dos Dionísios.
Em uma época em que o acesso à educação era limitado, chegou a ser chamada para trabalhar com pessoas que ainda não sabiam ler e escrever.
Nair era alfabetizadora.
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