Elera aponta baterias como próximo grande investimento no Brasil
A Elera Renováveis , plataforma de energia da gestora canadense Brookfield , aponta que os sistemas de armazenamento de energia são a próxima fronteira de investimentos no Brasil.
A fala é da CEO da companhia, Karin Luchesi em entrevista ao Alta Voltagem , programa de TV da CNN .
Segundo a executiva, as baterias terão papel importante para acomodar a expansão das fontes renováveis e dar mais flexibilidade ao sistema elétrico diante dos desequilíbrios entre oferta e demanda.
A empresa se inscreveu no l eilão de baterias e acompanha de perto a estruturação do mercado de armazenamento no país e vê espaço para avançar nesse segmento.
A controladora da Elera, a Brookfield, já possui investimentos em baterias em outros mercados , experiência que pode ser aproveitada pela companhia no Brasil.
“Nosso próximo investimento vai ser em baterias”, afirmou a executiva.
Segundo Luchesi, o armazenamento é uma peça necessária para a continuidade da transição energética .
Com o avanço de fontes como solar e eólica, cuja produção varia ao longo do dia e depende das condições climáticas, as baterias permitem guardar energia nos períodos de maior disponibilidade e devolvê-la ao sistema quando a demanda aumenta.
Ao todo, quase 300 GW de projetos foram cadastrados .
A executiva avalia, no entanto, que as exigências técnicas e financeiras estabelecidas para o leilão devem restringir o número de participantes.
Na avaliação dela, os critérios de habilitação da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), combinados às garantias necessárias para os projetos, tendem a selecionar empresas com maior capacidade financeira e experiência no setor.
A entrada da Elera no armazenamento ocorre em um momento de maior pressão sobre a operação do sistema elétrico.
O crescimento acelerado das fontes renováveis, principalmente da geração solar, tem provocado períodos em que a produção disponível supera a demanda, obrigando o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a determinar reduções na geração de usinas.
Esses cortes, conhecidos no setor como “ curtailment ”, atingem principalmente parques eólicos e solares de grande porte e se tornaram uma das principais preocupações dos investidores em geração renovável.
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