terça-feira, 1 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Brasil

Plano Tarrafa: os detalhes da operação secreta para prender 63 comunistas em MS

Campo Grande News ·
Plano Tarrafa: os detalhes da operação secreta para prender 63 comunistas em MS

A violência institucional da Ditadura Militar em Mato Grosso do Sul voltou a ser assunto, com a revelação de que o MPF (Ministério Público Federal) vai entrar na Justiça para conseguir reparação financeira a mais pessoas que foram vítimas de violações de direitos no período de governo pelos militares, após a tomada do poder em 1964.

Um documento em especial, até então desconhecido e cuja íntegra você vai conhecer nesta reportagem, foi um dos motivos que fizeram o órgão desistir de propor uma mediação judicial e partir diretamente para ação civil pública em nome dos perseguidos.

Como parte de um inquérito aberto em 2016, um despacho do fim de agosto de 2026, assinado pela procuradora Samara Yasser Yassine Dalloul, informa que o tema será judicializado.

No texto, entre os argumentos que sedimentaram a decisão, está o “Plano Tarrafa”, como as forças militares denominam a operação para colocar na prisão “subversivos”, “comunistas” e afins.

O nome faz referência à rede para pescar cardumes.

O Campo Grande News acessou o material, que permaneceu nas sombras mesmo mais de 40 anos após a redemocratização, a partir de 1985, e os detalhes serão descritos a seguir.

A investigação jornalística descobriu que o “Plano Tarrafa” foi uma operação secreta de inteligência elaborada pelo Comando da 9ª Região Militar, em conjunto com a DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social) e a Polícia Federal, que catalogou cidadãos da porção sul do então Mato Grosso para prisões preventivas e confinamento em quartéis.

A data impressa no relatório sigiloso aparece como 1981, mas ela se refere à entrega do documento e não à elaboração, que teria sido anterior ao golpe, inclusive.

Plano com o mesmo nome foi desenvolvido no estado de São Paulo, para enquadrar uma centena de integrantes da comunidade da USP (Universidade de São Paulo), e só foi noticiado nos anos 2010.

Como foi em MS? No mapeamento e devassa promovidos pelo Estado brasileiro em terras do sul de Mato Grosso na época, figuram profissionais liberais, camponeses, professores, políticos e lideranças comunitárias.

Ao todo, a lista abrangia 63 alvos diretos para detenção na porção que seria transformada em Mato Grosso do Sul no final da década de 1970.

Em Campo Grande, uma cidade com menos de 80 mil habitantes nos anos 1960, foram catalogados 21 nomes de indivíduos a serem encarcerados.

As demais prisões estavam distribuídas estrategicamente pelo interior: 11 alvos na região de Corumbá (2ª Bda MS); 6 em Ponta Porã; 6 no eixo composto por Jardim, Guia Lopes da Laguna, Bonito e Nioaque; 5 na região de Aparecida do Taboado e Três Lagoas; 5 em Dourados e Fátima do Sul; 2 em Aquidauana e Miranda; e 1 em Porto Murtinho.

Ler a notícia completa no Campo Grande News ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

Mais de Campo Grande News

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›