Paraná tem a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo a PNAD
A taxa de desocupação nacional recuou para 5,4%, a do Paraná para 3,1% e a de Curitiba para 3,8%. Estes são os melhores resultados da série histórica iniciada em 2012. Os dados da PNAD Contínua foram divulgados nesta sexta-feira, 14 de agosto, e representam a consolidação dos dados do 2º trimestre de 2026. A taxa de desocupação calcula a proporção entre o número total de pessoas de 14 anos ou mais que integram a força de trabalho, e, dentre estas, as que estão desempregadas – por suas particulares razões. Logo, dos 6,5 milhões de pessoas na força de trabalho do Paraná, 198 mil estavam desempregadas no 2º trimestre de 2026. Ao longo da série histórica, a variável de pessoas desocupadas apresentou evolução gradual. Desde 2012, quando esta série da PNAD Contínua teve início, o Paraná registrou flutuações nas taxas de desocupação conforme os ciclos econômicos.
O pico foi atingido nos segundos trimestres de 2018 e 2019, quando a taxa de desocupação alcançou 9,1% da força de trabalho no estado. Após a pandemia de COVID-19, que gerou um apagão de dados em 2020-2021, a recuperação vem sendo gradual. Desde então, observa-se consistente redução das taxas de desemprego, chegando ao patamar de 3,1% no 2º trimestre de 2026.
Na outra ponta, 6,3 milhões de pessoas estavam trabalhando no 2º trimestre de 2026. Em relação ao mesmo semestre do ano anterior, o Paraná registrou um aumento de 127 mil novos postos de trabalho, distribuídos entre homens e mulheres.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos dos paranaenses alcançou R$ 4.204 no segundo trimestre de 2026, o que representa aumento de 6,4% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando o rendimento médio real estava R$ 3.951. Ao comparar com o trimestre anterior (1º trimestre de 2026), não houve variação estatisticamente significativa, sugerindo estabilidade.
A taxa de informalidade, ou seja, a quantidade de pessoas que trabalham sem carteira assinada e sem benefícios trabalhistas, ainda representa cerca de 30,5% de todas as pessoas ocupadas no estado. E não foram poucas, cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam na informalidade no 2º trimestre de 2026, destes, 930 mil na condição de autônomos informais, sem contribuição ao INSS.
Ao analisar, pela série histórica, a evolução desta taxa, é possível compreender que a formalização dos empregados e empregadores é uma variável sensível, que se movimenta lentamente ao longo do tempo.
A taxa de informalidade no Paraná, no 2º trimestre de 2016, era de 32%. Uma década depois, no 2º trimestre de 2026, a taxa de informalidade no estado foi de 30,5%. Ao olhar para o Brasil, a informalidade é alta de Norte a Sul e representou entre 25,4% e 56,9% do total de trabalhadores, em Santa Catarina e Maranhão, respectivamente.
Ao analisar o movimento das atividades profissionais no Paraná, serviços domésticos apresentou a maior redução, no comparativo com o 2º trimestre de 2025.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.