Após barriga de aluguel se recusar a interromper gestação a pedido dos pais, bebê nasce e advogado revela decisão sobre guarda Barriga de aluguel trava batalha na Justiça dos EUA contra pais biológicos que exigiram aborto após diagnóstico do bebê (Reprodução/Arquivo Pessoal)
Os pais biológicos de Gabriel, bebê gerado por uma barriga de aluguel na Califórnia, estão com a guarda da criança depois do nascimento. Ao TMZ, nesta quarta-feira (12), o advogado do casal deu detalhes sobre o caso, que se tornou uma disputa judicial movida pela barriga de aluguel, McKenna West. A enfermeira chegou a solicitar a guarda da criança, com o objetivo de seguir com o tratamento no Texas.
McKenna, que mora no Alasca, havia encontrado com a ação após se recusar a interromper a gestação a pedido dos pais da criança enquanto ela ainda estava gestante. A solicitação foi feita depois que o bebê foi diagnosticado com cardiopatia congênita. O recém-nascido permanece sob os cuidados físicos do casal enquanto recebe atendimento médico.
Barriga de aluguel trava batalha na Justiça dos EUA contra pais biológicos que exigiram aborto após diagnóstico do bebê Meghan Trainor abre o jogo e revela por que recorreu à barriga de aluguel para o terceiro filho O advogado Lee Budner afirmou ao veículo que Gabriel nasceu na manhã de ontem (12). Segundo ele, a criança está recebendo cuidados médicos, e os pais têm acompanhado de perto o tratamento. De acordo com a defesa, o casal está seguindo as orientações da equipe médica e colocando a saúde do filho como prioridade neste momento.
“Como se a dor causada pela condição dele não fosse suficiente, eles estão devastados ao ver a tragédia de sua família ser transformada em um espetáculo político pelo gabinete do procurador-geral do Texas e por McKenna West”, declarou Budner.
O advogado também reforçou que os pais pretendem permanecer o máximo de tempo possível ao lado do filho. A intenção, segundo ele, é garantir que Gabriel receba os cuidados médicos de que precisa com urgência.
A condição de saúde de Gabriel foi identificada ainda durante a gestação. Após os exames iniciais serem considerados normais, uma ultrassonografia realizada na 20ª semana revelou que o bebê apresentava síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma má-formação em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. Embora a condição seja grave, especialistas afirmaram que o recém-nascido poderá ser submetido a cirurgias.
A descoberta da condição deu início à disputa envolvendo a gestação, já que os pais biológicos desejavam interromper a gravidez, enquanto McKenna West decidiu seguir com ela. Mãe solteira de duas crianças, a enfermeira foi contratada pela Worldwide Surrogacy, uma agência de barriga de aluguel sediada em Connecticut para gestar o filho do casal. A decisão de se candidatar ocorreu após West receber o respaldo positivo de uma amiga, além de pensar na renda extra para a família.
O contrato de barriga de aluguel previa uma cláusula que a obrigava a realizar um aborto em caso de anomalias fetais, disposição que ela afirmou ter questionado antes da assinatura. Porém, a agência lhe apresentou o caso como uma situação improvável.
A estadunidense também disse que tentou convencer o casal de que havia possibilidades de tratamento. McKenna chegou a pesquisar centros especializados e encontrou um hospital em Dallas, no Texas, que realiza cirurgias para esse tipo de cardiopatia.
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