'Há razões para esse mal-estar', diz José Dirceu sobre alta rejeição a Lula
Após um tempo em silêncio, o ex-ministro José Dirceu (PT) quer falar. Criou um canal em suas redes sociais, "Do Zé TV", com o quadro "Expresso do Zé", no qual ele faz análises diárias e conversa remotamente com seus seguidores.
"Estou fazendo meio expediente", brinca, em entrevista online à BBC News Brasil.
Aos 80 anos, o candidato a deputado federal por São Paulo teve de recalcular a rota e criar uma campanha 100% online.
As sessões de quimioterapia para combater o linfoma no duodeno, diagnosticado em maio, o tiraram das ruas, mas não da disputa por uma das 70 cadeiras paulistas da Câmara dos Deputados.
Impossibilitado de ter contato com muitas pessoas devido à baixa imunidade causada pelo tratamento, ele montou uma estratégia para aparecer, ainda que somente nas telas. E dar entrevistas faz parte do plano.
O linfoma, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, tinha 10 centímetros quando foi detectado. "É agressivo, mas curável", diz. "A medicina evoluiu muito", afirma, usando um boné azul com os dizeres "O Brasil é dos brasileiros".
O acessório, do qual não abre mão nas aparições online desde que iniciou o tratamento, há três meses, esconde uma cabeça possivelmente já completamente careca, mas não o inchaço do rosto.
Dirceu, que já foi o homem mais forte do governo e do PT no início do século, segue com espinha ereta, apesar do adereço pouco usual para um advogado e político desta envergadura e idade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).