Padres brasileiros são excomungados em meio a conflito entre Vaticano e grupo ultraconservador
Um conflito antigo entre o Vaticano e um grupo conservador que reza missas em latim ressurgiu no pontificado do papa Leão 14 , com um vai e vem de ameaças e provocações que levou a uma onda de excomunhões , a punição mais extrema prevista na Igreja Católica .
Nascida na Suíça e hoje presente em dezenas de países, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) é um entre diversos grupos católicos que acreditam que a igreja passa por uma crise causada pela "modernidade" e que defendem um retorno à "tradição", com missas celebradas em latim e o padre de costas para os fiéis.
A reportagem da BBC News Brasil esteve no fim de maio em uma das missas do grupo na capela de São Paulo.
É uma corrente conhecida como tradicionalista, que ganhou popularidade nas redes sociais no Brasil embalada pelo avanço de vertentes conservadoras entre católicos .
Nas últimas semanas, dois padres brasileiros que haviam recentemente aderido à congregação foram formalmente punidos. Em Ceilândia (DF), Françoá Rodrigues Figueiredo Costa e, no interior de São Paulo, Rodrigo de Oliveira Silva.
A excomunhão significa que sacramentos como a confissão, a absolvição e o matrimônio que eles eventualmente celebrem daqui pra frente serão considerados nulos, por não estarem em comunhão com a igreja.
As missas, por sua vez, serão vistas como ilícitas, ainda que válidas, como explica o vigário geral da diocese de Jundiaí, padre Carlos José Virillo.
"Atos como a eucaristia, por exemplo, são sacramentos válidos, porque ele é um padre validamente ordenado, mas é ilícito porque ele está excomungado", ilustra.
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