Fundo Rio Doce repassa R$ 32,4 milhões para áreas de conservação no ES e na BA
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) repassou R$ 32,4 milhões do Fundo Rio Doce para financiar ações de gestão em sete unidades de conservação federais localizadas no Espírito Santo e na Bahia . Os recursos fazem parte do Novo Acordo do Rio Doce , firmado para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
As iniciativas serão executadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e estão previstas no anexo ambiental do acordo de reparação. O valor total do projeto é de R$ 76,54 milhões, com novas liberações programadas até 2028.
Uma das áreas contempladas é a Floresta Nacional de Goytacazes, em Linhares , no Norte capixaba, que possui cerca de 1,4 mil hectares de Mata Atlântica. Também receberão investimentos quatro unidades de conservação da região costeira do Espírito Santo: a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, a Reserva Biológica de Comboios, a APA Costa das Algas e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz.
Na Bahia, os recursos serão destinados ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e à Reserva Extrativista de Cassurubá. Segundo a diretora de Crédito Digital para MPMEs ( Micro, Pequenas e Médias Empresas) e Gestão do Fundo do Rio Doce, Maria Fernanda Coelho, o valor total do projeto é de R$ 76,54 milhões. “Nesta etapa foram repassados R$ 32,4 milhões e o cronograma prevê novas liberações até 2028”, afirma.
Os recursos serão aplicados em iniciativas de educação ambiental, gestão participativa, manejo de espécies e habitats, incentivo à pesquisa e ao monitoramento da biodiversidade, além de ações voltadas ao uso público e fortalecimento institucional das unidades de conservação.
As atividades devem envolver moradores das regiões atendidas, populações tradicionais e extrativistas, turistas, pesquisadores, instituições acadêmicas, empresas privadas e organizações da sociedade civil.
Segundo o diretor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, Bernardo Issa, as unidades de conservação são espaços de proteção, mas também de encontro entre pessoas, natureza e desenvolvimento sustentável.
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