Raio-X da Polícia Federal: como funciona equipamento que “enxerga” dentro das malas e encontrou mais de R$ 500 mil em aeroporto de São Paulo
Uma mala pode parecer completamente comum por fora, mas revelar muito mais quando passa pelo raio-x.
Em poucos segundos, o equipamento utilizado em aeroportos produz uma imagem do que está dentro da bagagem, permitindo que o conteúdo seja analisado sem que a mala precise ser aberta.
A tecnologia esteve presente em uma apreensão de R$ 510 mil em espécie realizada pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas , em São Paulo.
Mas como, afinal, um equipamento consegue “enxergar” o que está escondido dentro de uma mala? Leia Mais Fragmento de drone é encontrado em avião após pouso no Galeão Avião suspeito da Bolívia é interceptado após pouso forçado no MS MPF aponta irregularidades em voos no Rio; 3 em 10 descumprem altitude Como o raio-X consegue ver dentro da mala? O equipamento utiliza raios X para produzir uma imagem do interior da bagagem .
Como diferentes materiais interagem com essa radiação de maneiras distintas, o sistema consegue formar uma representação dos objetos que estão dentro da mala.
Segundo a ANAC ( Agência Nacional de Aviação Civil) , o equipamento permite identificar itens metálicos e não metálicos durante a inspeção.
A tecnologia é considerada um método de inspeção não invasiva, já que permite verificar o conteúdo sem a abertura imediata da bagagem.
A imagem produzida é então analisada durante o procedimento de segurança.
Quando o conteúdo não pode ser identificado com clareza ou há necessidade de uma verificação adicional , a bagagem pode passar por uma inspeção manual .
O aparelho consegue saber o que tem dentro da mala? Ele não funciona como uma lista automática dos objetos.
O equipamento produz uma imagem que precisa ser interpretada durante a inspeção.
Isso permite que materiais e objetos chamem a atenção mesmo quando estão escondidos entre outros itens.
Em fiscalizações realizadas em aeroportos, por exemplo, imagens de raio-X já ajudaram a localizar drogas ocultadas em bagagens.
O mesmo princípio ajuda a entender o caso de Congonhas : o equipamento não precisa “ler” uma mala ou saber automaticamente quanto dinheiro existe dentro dela.
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