Marinho rebate Kassab e diz que PSD age como linha auxiliar de Lula
Coordenador da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho ( PL-RN ) rebateu Gilberto Kassab (PSD), disse que a candidatura de Ronaldo Caiado "não é para valer" e afirmou que a legenda age como linha auxiliar de Lula.
Marinho reagiu à declaração de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, sobre as chances eleitorais de Flávio Bolsonaro. Mais cedo, Kassab, que também é candidato à vice na chapa de Caiado, disse a empresários, em São Paulo, que o candidato do PL não tem "a menor chance" de vencer a eleição.
Marinho defendeu Flávio, lembrando que filiados do PSD presidem ministérios no governo Lula e acusando o partido de trabalhar pela reeleição de Lula (PT). "O PSD do Kassab tem 3 ministros no governo do PT e se comporta de forma previsível como linha auxiliar, para tentar de qualquer forma eleger Lula", escreveu o senador.
Marinho também afirmou que a candidatura de Caiado serve a uma estratégia dos adversários de Flávio. "Está cada vez mais claro que a candidatura apresentada não é para valer e que o sistema se uniu por se sentir ameaçado", declarou.
O coordenador da campanha de Flávio disse ainda que os adversários ignoram a reação dos eleitores. "Mas esqueceram de combinar com o povo e Flávio Bolsonaro vencerá as eleições para retomarmos os trilhos da prosperidade", afirmou.
Ainda na fase de pré-campanha, Flávio não conseguiu formalizar alianças com siglas do centrão consideradas prioritárias. O PL tentou se aproximar do Republicanos e da federação formada por PP e União Brasil.
Republicanos, PP e União Brasil decidiram manter neutralidade na eleição presidencial. Os partidos, porém, podem formar alianças com o PL nas disputas estaduais.
Kassab apresentou Caiado como alternativa para quem não quer votar em Lula. Ele afirmou que a redistribuição do tempo de televisão dá ao candidato do PSD 2 minutos e 20 segundos, ante os 50 segundos previstos inicialmente.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 5 de agosto mostrou Caiado com 4% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tinha 30%, e Lula, 39%; Kassab disse que levantamentos internos indicam reação de Caiado após a organização de sua equipe.
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