Guerra contra o Irã completa 6 meses; Trump previa conflito de poucas semanas
A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã completa seis meses nesta sexta-feira, 28, bem além das poucas semanas inicialmente previstas pelo presidente americano, Donald Trump, que agora afirma não ter pressa para encerrar o conflito – e sinalizar uma mudança de estratégia, com maior foco em pressão econômica sobre Teerã.
Nesta semana, o governo Trump anunciou a “Operação Economic Outcast”, que busca ampliar o isolamento econômico do Irã e ameaça punir países e entidades que continuarem fazendo negócios com Teerã.
A mudança ocorre enquanto Washington avalia a redução dos estoques de munições após meses de conflito, em meio a preocupações de que a guerra prolongada possa afetar a prontidão militar americana em outras regiões.
Leia também Brasil é acionado em investigação sobre incidente com helicóptero de Donald Trump Helicóptero que transportava Donald Trump e um E-170 ficaram a cerca de 3 km de distância perto de aeroporto em Washington Irã diz que EUA de promovem ‘terrorismo econômico’ com sanções Segundo o ministério, as sanções representam uma violação da soberania nacional e do direito à autodeterminação Trump, porém, sustenta que a campanha já devastou a liderança, as Forças Armadas e a economia iranianas.
“Eles não estão pagando suas tropas.
Estão em sérios problemas.
Têm muito pouca capacidade”, disse ontem.
“Não queremos falar com eles.
Não estamos buscando uma reunião nem nada.” A postura contrasta com as previsões iniciais do republicano de uma guerra curta.
Nesta semana, Trump compartilhou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) com a frase “missão cumprida”.
O conflito já custou mais de US$ 37,5 bilhões aos EUA.
Autoridades iranianas estimam em US$ 270 bilhões os danos diretos e indiretos sofridos pelo país.
Ataques israelenses nas primeiras semanas atingiram grande parte da estrutura de liderança do governo, incluindo o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morto no início da guerra.
Apesar das perdas, o Irã mantém uma importante fonte de pressão no Estreito de Ormuz.
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