Russell Brand é descrito como “predador sexual implacável” em julgamento
O ator e comediante britânico Russell Brand , 51, foi descrito como um “predador sexual implacável” pela promotoria durante a abertura de seu julgamento, nesta quarta-feira (14), em Londres.
Segundo informações da Reuters, ele responde a acusações de estupro, agressão sexual e atentado ao pudor envolvendo seis mulheres, em supostos crimes ocorridos entre 1999 e 2009.
Leia mais: Russel Brand, ex de Katy Perry, vai a julgamento por agressão sexual Katy Perry rejeita ligações dos ex em nova turnê: saiba quem são Quem é MrBeast, maior youtuber do mundo que foi processado por brasileira Ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry , Brand negou todas as acusações e deverá apresentar a defesa em uma etapa posterior do processo.
Ele chegou ao Tribunal da Coroa de Southwark, na capital britânica, na segunda-feira (12), para acompanhar o início dos procedimentos judiciais.
Ao chegar ao tribunal, o comediante afirmou estar esperançoso em relação ao desfecho do caso.
“Hoje me sinto abençoado”, declarou.
“É claro que estou preocupado, mas tenho esperança de que esse processo leve a bons resultados para todos os envolvidos.” Na abertura do julgamento, a promotora Riel Karmy-Jones afirmou que Brand teria cometido os crimes ao longo de uma década, período em que consolidou sua carreira como comediante de stand-up, apresentador de televisão e ator de produções cinematográficas.
Segundo a acusação, algumas das mulheres teriam resistido às investidas, enquanto outras não teriam tido oportunidade de reagir.
A promotora afirmou que essas circunstâncias não teriam impedido o comportamento atribuído ao artista.
“Ele era implacável, calculista, manipulador e, segundo a acusação, era um predador sexual”, declarou Karmy-Jones.
Ela também descreveu o comportamento do comediante como marcado por um desejo intenso de contato sexual.
De acordo com a Reuters, as denúncias envolvem seis mulheres e supostos episódios ocorridos entre 1999 e 2009, quando Brand trabalhava em diferentes áreas do entretenimento.
O primeiro caso teria acontecido em 1999, após uma apresentação de comédia paralela à Conferência do Partido Trabalhista, em Bournemouth, na Inglaterra.
Uma mulher que assistiu ao espetáculo afirmou ter sido estuprada pelo artista em um quarto de hotel.
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