Nunes Marques pauta ação sobre vídeo de Bolsonaro com IA para 3ª feira
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, pautou para 3ª feira (1º.set.2026) o julgamento da ação que questiona o vídeo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, representado por IA, aparece declarando apoio ao filho, na convenção do PL, em 25 de julho.
Caberá aos ministros entender se o vídeo se enquadra como deepfake, com base nas regras eleitorais, e se é campanha eleitoral irregular.
A Corte tem se dividido na interpretação do que é deepfake nas campanhas e o que se enquadra como vídeos produzidos com IA que são válidos.
O caso está relacionado a uma ação do PT contra o vídeo.
Segundo o partido, a gravação utiliza tecnologia para distorcer imagem e voz e se enquadra como deepfake , o que é vedado pela Resolução 23.732 de 2024 do TSE.
No TSE, a representação do PT está sob a relatoria de Nunes Marques, que, ao lado dos ministros André Mendonça e Estela Aranha, é responsável por julgar as ações de propaganda eleitoral irregular.
Eles são comumente chamados de juízes da propaganda. formação de precedente Na 3ª feira (25.ago), o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, propôs uma interpretação uniforme sobre o tema para os colegas.
Mendonça defende que só poderá ser aplicada a classificação de deepfake aos vídeos em que a IA é usada para produzir imagens hiper-realistas, que poderão confundir o eleitor sobre a veracidade do vídeo ou não.
Nunes Marques quer que o julgamento do vídeo de Bolsonaro sirva de precedente para todos os demais casos nas eleições de 2026.
O presidente do Tribunal buscou os ministros reservadamente para construir um entendimento uniforme.
A expectativa é que prevaleça a interpretação proposta por Mendonça.
Assista ao vídeo de Bolsonaro feito com IA (56s): CASO NO STF A definição do TSE servirá para dar uma resposta ao Supremo Tribunal Federal, que também analisa o caso.
O PT também acionou o ministro Alexandre de Moraes, alegando possível descumprimento de ordem judicial.
Bolsonaro está proibido de realizar manifestações políticas em suas redes sociais ou nas de terceiros.
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