Suzano (SUZB3): Geração de caixa é destaque no 2T26, apesar de alavancagem e celulose desafiarem a tese
A Suzano (SUZB3) apresentou um segundo trimestre de 2026 ( 2T26 ) marcado por forte geração de caixa, mas com desafios operacionais que devem continuar no radar dos investidores. Analistas destacaram o fluxo de caixa livre, enquanto custos mais altos, alavancagem e uma perspectiva menos favorável para os preços da celulose devem limitar a melhora da tese no curto prazo.
BTG Pactual , XP Investimentos e Itaú BBA avaliaram os resultados como amplamente em linha com as expectativas. As casas destacaram o desempenho da divisão de celulose e a forte geração de caixa, mas apontaram que parte relevante do fluxo veio de fatores menos recorrentes.
A Suzano registrou Ebitda de cerca de R$ 4,7 bilhões no trimestre, alta de 3% na comparação com o 1T26 e queda de 23% ante o mesmo período do ano passado.
O Itaú BBA calculou fluxo de caixa livre ajustado de R$ 3,3 bilhões , equivalente a um yield anualizado de aproximadamente 25%. Já BTG e XP chegaram a R$ 2,4 bilhões em suas respectivas metodologias, o que também representa uma geração robusta.
O indicador ajudou a reduzir a dívida líquida em 3% na comparação trimestral, para R$ 66,1 bilhões.
No entanto, a qualidade desse fluxo de caixa chamou atenção dos analistas. Segundo o BTG, cerca de R$ 483 milhões vieram da liberação de capital de giro , enquanto outros R$ 824 milhões foram provenientes de ajustes positivos de derivativos .
Para o banco, esses fatores são naturalmente menos recorrentes e mais difíceis de prever, levantando dúvidas sobre a capacidade de a companhia sustentar o mesmo nível de geração de caixa nos próximos trimestres.
A XP também destacou que o FCF recorrente foi robusto, mas ressaltou que a melhora foi amplamente explicada por derivativos e pela liberação de capital de giro, e não por uma operação estruturalmente mais forte.
Apesar da queda dos passivos da empresa, a relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares subiu para cerca de 3,4 vezes , ante 3,3 vezes no primeiro trimestre.
O movimento ocorreu porque a redução da dívida foi mais do que compensada pela queda do Ebitda acumulado em 12 meses.
Para o BTG, a alavancagem continua sendo um obstáculo para a tese de investimento e a Suzano precisará acelerar o processo de desalavancagem para recuperar o interesse dos investidores.
O Itaú BBA também reconhece a melhora da geração de caixa, mas destaca que a relação dívida líquida/Ebitda em dólar avançou apesar da redução da dívida.
Do lado operacional, a divisão de celulose apresentou melhora sequencial, mas os custos continuam pressionando os resultados.
O Ebitda da celulose alcançou R$ 4,2 bilhões , alta de 3% ante o 1T26. Preços realizados mais altos em dólar e volumes maiores ajudaram a compensar a valorização do real e o aumento dos custos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.