Renda fixa volta a puxar aportes dos fundos, após quatro meses de resgates na classe
Os cotistas dos fundos de investimentos aplicaram R$ 33,9 bilhões em agosto, descontando os resgates, apontam os dados divulgados no site da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Foi o primeiro mês de aportes após dois consecutivos de debandada.
A renda fixa, que registrou retiradas por quatro meses consecutivos, captou R$ 47,2 bilhões em agosto.
Assim, a categoria voltou a capitanear as entradas da indústria.
As saídas dos meses anteriores foi causada por chacoalhões nos fundos de crédito privado, principalmente nos fundos de debêntures incentivadas, em março e abril.
Os resgates ocorreram em razão do aumento da percepção de risco no mercado após pedidos de recuperações extrajudiciais de companhias, atrasos na divulgação de resultados e efeitos da guerra no Oriente Médio nos juros.
Boa parte dos produtos trouxe prejuízos aos cotistas, que se assustaram e fugiram dos fundos.
Agora, a percepção de risco voltou a se acomodar e boa parte dos fundos melhoraram os retornos, o que causou uma diminuição nos pedidos de resgates.
Contudo, neste momento, parte dos gestores não descarta novas sacudidas.
Apesar de enxergarem oportunidades, os profissionais estão escolhendo com bastante cautela os papéis dos portfólios, em um momento em que os juros altos prejudicam a saúde financeira das companhias.
Além dos fundos de renda fixa, as aplicações em agosto se concentraram nos ETFs, fundos negociados em bolsa que acompanham um indicador de mercado.
Nessa categoria, os aportes alcançaram R$ 778 milhões no mês passado.
Os ETFs em geral estão mudando a forma de investir no mundo, ao oferecer diversificação com baixo custo, facilidade de resgate, simplicidade e transparência.
No Brasil, especialmente os ETFs de renda fixa estão avançando, com os juros tão altos atraindo os investimentos.
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