Investir na China pela B3: a ponte que o BTG quer ampliar para o investidor brasileiro
O BTG Pactual Asset Management firmou um memorando de entendimento com a China Southern Asset Management, uma das maiores gestoras de recursos do mercado asiático, para criar uma ponte direta entre os mercados de capitais do Brasil e da China.
A proposta prevê o desenvolvimento de fundos de índice (ETFs) com acesso recíproco.
Na prática, o investidor brasileiro poderá investir em ações de companhias chinesas diretamente pela B3, enquanto os investidores na China poderão negociar papéis brasileiros nas bolsas de Xangai ou Shenzhen, ambos ia ETF.
Como deve funcionar? Segundo o BTG, o memorando abarca um arranjo de cross-listing, no qual cada gestora ofereceria um fundo listado localmente que investe em um ETF gerido por sua contraparte, como uma espécie de espelho administrado pela parceira no outro país.
Para o investidor no Brasil: A B3 receberá um novo ETF gerido pelo BTG que aplicará seus recursos em um fundo da China Southern, o que abrirá acesso a setores estratégicos da economia chinesa, como manufatura avançada, tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e transição energética; Para o investidor na China: Os chineses terão acesso ao mercado acionário brasileiro por meio de um fundo local que investirá no BZEQ11, ETF do BTG que replica o índice MSCI Brazil 25/50, proposto a ser listado na Bolsa de Xangai ou na Bolsa de Shenzhen.
Ainda não há, porém, previsão de lançamento.
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