IA aumenta a produtividade, mas como as empresas podem transformar esse ganho em receita? Veja 5 pontos
Especialistas explicam como integração, custo por operação e destino dos ganhos de produtividade entram na conta de empresas que querem extrair mais valor da inteligência artificial
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A inteligência artificial amplia a capacidade de produzir, atender e decidir. Mas o valor econômico desse avanço não se resume às horas economizadas: ele pode aparecer em custos evitados, margem, receita adicional ou serviços que antes não eram viáveis. Capturá-lo exige olhar para a operação como um todo.
Pesquisa global da McKinsey, publicada em agosto de 2026, aponta que 80% dos entrevistados relatam ganhos de produtividade individual com IA, enquanto 37% atribuem impacto positivo no resultado operacional (EBIT) de suas organizações à tecnologia. São indicadores distintos, que reforçam a importância de conectar eficiência a resultados de negócio.
“A IA está mudando a economia dos processos. Quando cai o custo de executar uma atividade, surgem oportunidades de ampliar serviços e operar em outra escala. Mas uma resposta rápida não é o mesmo que um processo concluído: é preciso integrar modelos, dados, sistemas e regras com segurança e custos sustentáveis”, afirma Celso Oliveira, fundador e CTO da OpenCircle, consultoria de tecnologia e inteligência de negócios.
Para ajudar gestores a avaliarem a próxima etapa dos investimentos, os especialistas da OpenCircle propõem cinco decisões. Confira!
Um agente pode redigir uma proposta, mas o negócio só avança se preços, aprovação, CRM ( Customer Relationship Management ) e demais etapas funcionarem em conjunto. O custo e o tempo de coordenação entre sistemas e equipes também entram na conta.
O que fazer: mapear o fluxo até o resultado, identificar transferências manuais, exceções e integrações críticas. Priorize conexões que destravem o processo, em vez de integrar tudo indiscriminadamente.
“A IA ganha ainda mais valor quando passa a participar de processos completos. Não se trata apenas de acelerar uma atividade, mas de conectar essa capacidade à operação para atender melhor, aumentar escala e abrir espaço para novas receitas. A decisão é entender onde essa conexão gera o maior efeito econômico”, complementa Anna Gomez, CEO da OpenCircle.
Bases fragmentadas e sistemas legados podem limitar novas aplicações, mas trocar tudo pode aumentar o custo, o prazo e o risco sem benefício proporcional.
O que fazer: avaliar a qualidade e a responsabilidade pelos dados, as APIs ( Application Programming Interface ), a segurança e as dependências. Comparar a integração, a modernização gradual e a substituição com base no efeito esperado sobre o negócio.
Tempo liberado pode reduzir despesas futuras, elevar a capacidade de atendimento ou financiar o crescimento. Também pode ser repassado ao cliente em preços menores; não se converte automaticamente em faturamento .
O que fazer: definir, antes do projeto, se o benefício buscado é margem, custo evitado, receita incremental, qualidade ou capacidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.