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Política

Dia Mundial do AVC: entenda como a saúde vascular ajuda a prevenir a doença

O Antagonista ·
Dia Mundial do AVC: entenda como a saúde vascular ajuda a prevenir a doença

Controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes ajuda a reduzir o risco, enquanto reconhecer rapidamente os sintomas pode diminuir suas consequências

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Dia Mundial do AVC (acidente vascular cerebral), celebrado em 29 de outubro, chama a atenção para a importância da prevenção de uma doença diretamente relacionada à saúde dos vasos sanguíneos. O AVC isquêmico, tipo mais frequente, ocorre quando uma artéria que leva sangue ao cérebro fica obstruída. Dessa forma, o órgão deixa de receber fluxo sanguíneo adequado. O AVC hemorrágico, por sua vez, ocorre quando há o rompimento de um vaso.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), entender essa relação é importante para reconhecer os fatores que podem comprometer a circulação e aumentar o risco da doença.

“As artérias carótidas são responsáveis por levar ao cérebro o sangue rico em oxigênio e nutrientes. Alterações nesses vasos, como a presença de placas ateroscleróticas, estreitamentos ou obstruções, podem comprometer o fluxo sanguíneo e aumentar o risco de um AVC.”

Entre as principais alterações vasculares associadas a esse risco, está a aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias. Quando esse processo acomete as carótidas, as placas podem provocar o estreitamento do vaso ou liberar fragmentos que seguem pela circulação e podem obstruir uma artéria cerebral.

“É importante lembrar, no entanto, que as carótidas não estão envolvidas em todos os casos de AVC. Existem diferentes mecanismos capazes de levar ao evento, incluindo problemas cardíacos, alterações em outras artérias e doenças dos pequenos vasos cerebrais”, ressalta o especialista.

Os principais fatores de risco modificáveis são pressão alta, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, excesso de peso, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. A hipertensão merece atenção especial, pois pode permanecer sem sintomas durante anos e provocar danos progressivos nos vasos.

“Esses fatores podem atuar de maneira independente e se somar ao longo do tempo. O importante é que grande parte deles pode ser controlada, o que representa uma oportunidade real de prevenção”, afirma Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves.

O médico destaca que nem toda pessoa precisa realizar exames das carótidas como rotina. O ultrassom Doppler é útil para avaliar o fluxo sanguíneo e identificar placas ou estreitamentos, mas a indicação deve considerar a história clínica, os fatores de risco, os sintomas e a avaliação médica. Quando existe doença carotídea, o tratamento pode envolver controle dos fatores de risco, medicamentos e, em situações selecionadas, procedimentos de revascularização.

Alguns sinais, como alteração súbita da fala, perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo e alteração visual, mesmo que desapareçam rapidamente, podem indicar um ataque isquêmico transitório (AIT). “O desaparecimento dos sintomas não significa que o problema acabou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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