Cientistas revelam duas rotas cerebrais que favorecem o emagrecimento
Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram como duas estratégias aparentemente opostas podem favorecer a perda de peso: ativar ou bloquear o receptor GIPR, envolvido no controle do apetite.
Segundo o estudo, cada abordagem age principalmente em uma região diferente do cérebro.
A descoberta ajuda a explicar uma questão que intrigava pesquisadores.
Alguns tratamentos ativam o GIPR, enquanto outros bloqueiam o receptor — e as duas estratégias podem aumentar a perda de peso quando combinadas a medicamentos que atuam no GLP-1R.
Publicado em 24 de julho na revista Nature Metabolism , o estudo foi realizado em camundongos geneticamente modificados para investigar onde cada mecanismo ocorre no cérebro.
Leia também Vida & Estilo 5 estratégias de emagrecimento que podem prejudicar o metabolismo Saúde Velocidade do emagrecimento varia e depende da genética e hábitos Saúde Emagrecimento rápido aumenta o risco de pedras na vesícula Vida & Estilo Fruta que ajuda no emagrecimento e na imunidade é fácil de cultivar O que o estudo descobriu Ativar o GIPR: reduz a ingestão de alimentos por uma ação que depende principalmente da área postrema, no tronco cerebral; Bloquear o GIPR: no hipotálamo, pode retirar uma espécie de “freio” sobre sinais que ajudam a controlar a alimentação; Efeito combinado: o bloqueio do receptor pode potencializar a ação de medicamentos que atuam por outras vias relacionadas à saciedade; Próximo passo: será necessário investigar se os mecanismos identificados em camundongos funcionam da mesma maneira em humanos.
Duas regiões, efeitos diferentes Os pesquisadores retiraram o GIPR de áreas específicas do cérebro.
Uma delas foi a área postrema, localizada no tronco cerebral e envolvida em processos relacionados ao apetite e à náusea .
A outra foi o hipotálamo, importante para o controle da fome e do peso corporal.
Os experimentos mostraram que substâncias que ativam o GIPR dependem principalmente da área postrema para reduzir a ingestão de alimentos.
Quando o receptor foi retirado da região, o efeito diminuiu.
No hipotálamo, porém, os cientistas encontraram um mecanismo diferente.
Bloqueio pode retirar um “freio” Quando o GIPR foi retirado do hipotálamo, a perda de peso provocada pela liraglutida, medicamento que atua no GLP-1R, aumentou.
Os resultados indicam que o GIPR presente no hipotálamo pode funcionar como uma espécie de “freio” sobre sinais de saciedade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.