Mulheres de verdade, com a verdade e pela verdade
Nas eleições deste ano de 2026, é público e notório que uma das metas da extrema direita no Brasil é fazer maioria no Senado.
Isso implica em obter um número de cadeiras que, somado aos senadores de direita que ainda têm quatro anos de mandato, possam usar o Senado Federal para alguns objetivos nada democráticos.
Um deles é, sendo reeleito o Presidente Lula, inviabilizar sua gestão, derrotando projetos essenciais à boa gestão, inclusive no campo orçamentário.
Outro, declarado por muitos dos fascistas que articulam essa estratégia, é rejeitar indicações ao Judiciário e outros cargos que precisam, por determinação constitucional, passar pela casa que representa os estados da Federação.
Em especial, interessa obstar indicações progressistas ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça, para assim tentar dominar determinadas agendas, especialmente dos direitos civis, trabalhistas e previdenciários.
Sabemos do que são capazes em matéria de prejudicar os avanços civilizatórios, os direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, dos negros, povos originários e também dos trabalhadores.
Vimos a aliança que fizeram no governo Temer para aprovar a reforma trabalhista, que retirou direitos e enfraqueceu os sindicatos e para impingir a cruel reforma previdenciária, já no governo Bolsonaro, que prejudicou trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas, que tiveram os valores de seus direitos drasticamente reduzidos.
Em relação às mulheres, tentam fazer um dogmatismo tosco em relação aos direitos reprodutivos, com graves consequências para a saúde das mulheres.
Precisamos impedir esse atraso.
Isto posto, chamo a atenção para a batalha que teremos aqui no Distrito Federal, capital da República.
Nas pesquisas, até agora, temos quatro mulheres liderando as pesquisas, o que pode passar a impressão, para um leitor incauto, de que há uma representação extremamente positiva das mulheres nesse pleito.
Mas quem conhece as personagens candidatas sabe que se trata justamente de uma luta entre o avanço e o retrocesso, chegando às beiras das trevas, sem exageros.
E que os direitos das mulheres correm grave risco.
À direita, extrema direita, há duas mulheres que representam o atraso, que são partidárias da perda de soberania articulada pela família Bolsonaro junto a Trump, que apoiaram a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, que defendem as reformas antitrabalhador, e mais grave, são defensoras da tese da “mulher submissa” com visões medievais sobre o papel da mulher e os direitos civis em geral.
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