Deputada que fez blackface na Alesp quer criar programa de fomento ao emprego para golpistas do 8/1
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL), que viralizou em março ao fazer blackface na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), apresentou um projeto nesta quarta-feira (19) para criar um programa de fomento ao emprego para envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 .
No Projeto de Lei apresentado pela deputada, ela propõe a criação do Programa Estadual de Reintegração Econômica e Social (PERES) destinado à contratação e inserção no mercado de trabalho de pessoas residentes de São Paulo estejam “respondendo a inquéritos, ações penais, ou que tenham sofrido sanções administrativas, restrições de direitos ou condenações decorrentes direta ou indiretamente dos eventos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023”.
O projeto ainda prevê que MEI’s, microempresas e empresas de pequeno porte estabelecidas no Estado de São Paulo que contratarem os envolvidos no 8/1 terão como benefício selo de responsabilidade social e cidadania empresarial “Empresa Amiga da Reintegração” ,com direito à veiculação de marketing institucional em campanhas de órgãos públicos estaduais.
Além disso, os empregadores também terão direito à Crédito subsidiado ou facilitação de acesso a linhas de financiamento fomentadas por agências estaduais de desenvolvimento, condicionado à manutenção do vínculo empregatício pelo período mínimo de 12 (doze) meses.
Anistia a servidores Ainda na quarta-feira (19), Fabiana Bolsonaro – que apesar do nome, não tem nenhum parentesco com o ex-presidente condenado por golpe, Jair Bolsonaro (PL) – também apresentou outro projeto que prevê “anistia administrativas” a servidores públicos estaduais que tenham sofrido sanções disciplinares e administrativas por envolvimento com o 8 de Janeiro.
Episódio de blackface na Alesp No dia 18 de março deste ano, durante sessão plenária, F abiana Bolsonaro realizou a prática de blackface e disparou uma série de ataques transfóbicos contra a deputada federal Erika Hilton .
Ao debochar de pessoas negras, a parlamentar bolsonarista incorreu no crime de racismo.
No mesmo momento em que a deputada bolsonarista promovia o espetáculo racista e transfóbico, Monica Seixas (PSOL-SP) pediu questão de ordem e solicitou à presidência da Casa que cancelasse a sessão e tomasse as providências cabíveis, visto que se tratava de uma prática criminosa em flagrante.
No entanto, nada foi feito.
Diante desse quadro, a deputada Monica Seixas revelou que, além do BO na Decradi, iria acionar o Conselho de Ética da Alesp, mas fez questão de ressaltar que, mais do que uma quebra de decoro parlamentar, a deputada bolsonarista promoveu os crimes de racismo e transfobia.
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