Atrito na venda de lateral da Seleção, suspeitas de fraude e crise ameaçam fechar clube paulista
Rio Branco venceu a Série A-4 em 2024 Na Copa do Mundo de 2006, o Rio Branco tinha três atletas formados em suas categorias de base defendendo três seleções diferentes: Mineiro (Brasil), Zinha (México) e Marcos Senna (Espanha).
Um feito e tanto para um clube do interior de São Paulo que, naquele momento, vivia o ocaso de seu período mais glorioso.
Vinte anos depois, o clube sediado em Americana, a 120 quilômetros de São Paulo, que está na terceira divisão paulista, se agarra a uma frágil tábua de salvação para permanecer vivo – ou quase isso.
Sem dinheiro, com penhoras e suportado por uma Recuperação Judicial em que credores reclamam de atrasos e apontam suspeitas de fraudes, o Rio Branco avalia fazer uma parceria com a empresa que gere o futebol do Sertãozinho, da região de Ribeirão Preto, como publicou o ge há uma semana.
Marcos Senna, ex-Rio Branco, comemora com os companheiros de Espanha o título da Euro-2008 Getty Images Pelo acordo, ainda em negociação, o clube inicialmente cederia seus símbolos (como uniforme e distintivo) para que a empresa “se vestisse” de Rio Branco e jogasse a segunda divisão paulista no lugar do Sertãozinho – enquanto o Rio Branco “original” pediria licença da Federação Paulista de Futebol.
O clube alega que é a opção que resta – a outra é abandonar o futebol.
Marcos Senna fala sobre como foi fazer parte de geração vitoriosa da Espanha O começo do fim O Rio Branco demorou quase oitenta anos para chegar à primeira divisão de São Paulo, o que só aconteceria a partir de 1991.
Os anos seguintes, porém, fizeram com o que clube se tornasse conhecido por suas revelações.
De Americana saíram jogadores como Flávio Conceição (Palmeiras e Real Madrid), Marcelinho Paraíba (São Paulo, Hertha Berlim) e Marcos Assunção (Palmeiras, Santos, Bétis), todos também com jogos pela seleção brasileira.
Foram 17 temporadas seguidas na elite do futebol paulista até o primeiro rebaixamento, em 2007.
Depois de um breve retorno à primeira divisão, em 2010, a equipe desabou.
Chegou a disputar a Bezinha, como é conhecido o degrau mais baixo do futebol de São Paulo, e hoje está na Série A-3.
A fábrica de talentos do clube minguou – o fim da Lei do Passe foi um golpe para clubes do tipo.
As receitas caíram na mesmo toada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ge.globo.com — o conteúdo pertence a ge.