Uefa volta atrás e deve suspender boicote a competições da Fifa
A Uefa está prestes a suspender a ameaça de boicote às competições da Fifa após receber garantias de que a entidade máxima do futebol mundial não tentará repetir o plano de Gianni Infantino de vender participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.
Segundo o jornal britânico The Guardian, as seleções europeias devem ser liberadas para participar da próxima Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para setembro, na Polônia, e de torneios subsequentes, incluindo a Copa do Mundo Feminina 2027.
A Fifa confirmou, em correspondência privada, que não retomará propostas semelhantes ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), abandonado quatro dias após ser anunciado. Na ocasião, a ideia era ceder 21% dos direitos comerciais do futebol a um grupo de investidores ligados à família do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Com a decisão, a Inglaterra poderá viajar para a Polônia para enfrentar o Canadá em 5 de setembro, na estreia da competição de base. França e Espanha também divulgaram suas listas de convocados, prevendo o fim do boicote.
Portugal, Itália e o país anfitrião completam o grupo de seleções europeias confirmadas na disputa.
Embora o boicote ainda não tenha sido declarado publicamente, o tema deve surgir na reunião do comitê executivo da Uefa e dos presidentes das federações em Monte Carlo, marcada para a próxima quinta-feira (27).
O encontro antecede o sorteio da Champions League e deve abordar também a posição da Uefa de que Infantino seja substituído.
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) foi a mais recente a retirar apoio ao presidente da Fifa, que busca a reeleição em março de 2027.
“Esta decisão visa expressar de forma clara e transparente a posição da FIGC (…) relativamente às recentes iniciativas promovidas pelo presidente da Fifa no que diz respeito à governança e ao desenvolvimento das competições internacionais”, destacou a entidade, em comunicado oficial.
Tô Lâm solicitou ao presidetne da Fifa apoio para a organização de torneios oficiais da entidade, de acordo com a infraestrutura e capacidade de organização do país asiático, que possui pouco mais de 100 milhões de habitantes.
Pediu ainda ajuda para a capacitação de técnicos e árbitros, para o aprimoramento de competições profissionais do país e para o desenvolvimento do futebol feminino, esporte escolar, categorias de base, times profissionais e a seleção nacional.
Infantino busca costurar apoios à sua reeleição após a rejeição ao seu plano de vender ativos do futebol, que gerou críticas sobre a governança da Fifa e aumentou as tensões com a Uefa.
Há duas semanas, Concacaf e AFC (Confederação Asiática de Futebol), juntamente com a entidade europeia, chegaram a assinar comunicado conjunto pedindo a saída do dirigente .
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