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Perda de terra explica alta de suicídios de indígenas em MS, diz ministro

Campo Grande News ·
Perda de terra explica alta de suicídios de indígenas em MS, diz ministro

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, relacionou nesta terça-feira (25) o alto número de suicídios de indígenas em Mato Grosso do Sul à perda de territórios e à demora na demarcação de terras.

A declaração foi dada em entrevista ao Campo Grande News , durante solenidade dos 127 anos da Capital promovida pela Câmara Municipal no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande.

O Estado registrou 42 casos em 2025 e teve o segundo maior número do País, conforme levantamento divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Conforme já publicado pela reportagem, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas do Amazonas , com 77 registros, e à frente de Roraima, que teve 37.

O Brasil contabilizou 215 suicídios de indígenas no ano passado, ante 208 em 2024.

O número sul-mato-grossense permaneceu em 42 nos dois anos.

Eloy afirmou que os dados de violência e vulnerabilidade registrados nas comunidades estão ligados à situação territorial enfrentada pelos povos indígenas.

Segundo o ministro, a retirada de comunidades de seus territórios ao longo da história produziu consequências que permanecem até hoje.

Ele defendeu a demarcação como uma das principais políticas para enfrentar esse cenário.

“O que a gente observa é que esses números de violência estão intimamente relacionados à questão da proteção territorial, à perda da terra que os povos indígenas sofreram no passado.

Nós temos esse entendimento de que a principal política para proteger os povos indígenas é a política da demarcação.

É por isso que o Ministério retomou a demarcação de terras indígenas”, afirmou.

O ministro citou comunidades de Mato Grosso do Sul que vivem em acampamentos enquanto aguardam a regularização dos territórios.

Na avaliação dele, a ausência da terra cria outras vulnerabilidades e dificulta o acesso a serviços básicos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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