Resultado da Equatorial (EQTL3) vem em linha e ações reagem, mas será que é hora de comprar?
As ações da Equatorial ( EQTL3 ) chegaram a figurar entre as principais quedas do Ibovespa nesta quinta-feira (13), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 . Ao longo do pregão, porém, os papéis reduziram as perdas e passaram a mostrar recuperação.
O balanço, divulgado na noite de quarta-feira (12), não trouxe grandes surpresas para as casas de análise: tanto XP quanto Safra classificaram o resultado como, em linhas gerais, neutro ou positivo , apesar de alguns pontos de atenção.
O principal número operacional ficou próximo do esperado. O Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado da Equatorial somou R$ 2,7 bilhões no trimestre, alta de 4% na comparação anual. Para a XP, o resultado ficou 5% acima de sua estimativa, enquanto o Safra considerou o número praticamente em linha com suas projeções.
Entre os pontos positivos, os analistas destacaram o desempenho dos volumes de energia. Segundo o Safra, os volumes totais cresceram 5,1% em um ano, acima da projeção de 3% do banco. O avanço ajudou a receita, que cresceu 11% no trimestre, desconsiderando os custos de construção.
A inadimplência também surpreendeu positivamente na leitura do Safra. O indicador ficou em 1,3% da receita, abaixo dos 1,6% registrados no trimestre anterior e dos 2% esperados pelo banco.
Outro destaque foi a evolução da qualidade operacional. As perdas totais de energia ficaram em 17,9%, praticamente estáveis ante o trimestre anterior e 1 ponto percentual abaixo do nível regulatório de 18,9%. Para o Safra, a melhora contínua dos indicadores de qualidade reforça a execução operacional da companhia.
Por outro lado, os custos seguem como um ponto de atenção . As despesas consolidadas, excluindo construção e depreciação, ficaram 31% acima da estimativa do Safra, pressionadas principalmente por maiores custos de compra de energia, provisões e outras despesas.
A XP também chamou atenção para os custos operacionais (ou PMSO), que ficou 7% acima de sua estimativa. Segundo a casa, algumas distribuidoras apresentaram crescimento de dois dígitos nas despesas operacionais, em parte devido às iniciativas para melhorar os indicadores de qualidade. A XP afirmou que continuará monitorando se essa pressão de custos será pontual ou estrutural.
Apesar do desempenho operacional, a última linha do balanço veio mais fraca. O lucro líquido reportado foi de R$ 485 milhões , abaixo dos R$ 572 milhões projetados pelo Safra. A diferença foi explicada principalmente por despesas financeiras maiores, associadas ao aumento da dívida, e por uma alíquota efetiva de impostos acima do esperado.
A alavancagem também avançou. A relação entre dívida líquida e Ebitda passou de 2,7 vezes para 3,1 vezes, segundo o Safra, refletindo principalmente o aumento dos investimentos e os recursos necessários para a aquisição de 30% da Copasa.
Mesmo com os pontos de atenção, as casas não enxergam uma mudança estrutural na tese de investimento.
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