Banco do Brasil (BBSA3): Ação aumenta perdas com ‘surpresas negativas’; veja o que mercado não gostou
As ações do Banco do Brasil ( BBAS3 ) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) , pressionando o setor de bancos.
Por volta de 12h46 desta quinta-feira (13), BBAS3 caía 3,21%, a R$ 18,39. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BBAS3", "BBAS3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "0991956" } ); O papel também é o mais segundo no mercado brasileiro desde o início do pregão.
No mesmo horário, BBAS3 movimentava R$ 358,5 milhões em 19,9 mil negócios na B3.
A reação negativa das ações já era esperada pelos analistas do Safra.
Os analistas afirmaram que, embora o lucro líquido tenha ficado 4% acima da estimativa do banco, “a surpresa positiva” foi de baixa qualidade e secundária em relação ao que os resultados realmente indicam.
“A tendência de qualidade dos ativos piorou significativamente: a inadimplência acima de 90 dias em cartões de crédito dobrou, para 14,6%, enquanto a formação de inadimplência no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre”, destacaram os analistas em relatório.
O Bradesco BBI também mantém uma visão mais ‘cautelosa’ com o banco estatal, com a avaliação de que não há sinais claros de estabilização nas métricas de risco do banco.
“A contínua deterioração na qualidade do crédito, evidenciada pela piora nos índices de inadimplência e queda na cobertura, reforça nossa cautela”, afirmaram Marcelo Mizrahi e Ricardo França.
Os números do BB O banco estatal terminou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% ante mesmo período de 2025 e um crescimento de 13,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano (1T26).
A cifra ficou acima do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,5 bilhões.
Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021 , que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco perder o seu status de ‘porto seguro’ da bolsa.
Com isso, o banco vinha de seis trimestres consecutivos de piora devido aos efeitos da falta de pagamento do produtor.
Já o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 1,07 ponto percentual, encerrando o trimestre a 8,4%.
Consenso da Bloomberg esperava 7,3%.
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