Agitador de ultradireita que defende deportações em massa é preso pelo ICE
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O governo Trump informou nesta sexta-feira (28) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos ( ICE , na sigla em inglês) haviam prendido Milo Yiannopoulos , um proeminente agitador de ultradireita e ex-apoiador de Trump, no aeroporto de Nova Orleans.
Registros públicos de detenção do ICE confirmaram que Yiannopoulos estava sob custódia, mas não informaram onde ele estava detido. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirmou que Yiannopoulos havia permanecido no país além do prazo de validade de seu visto e que, em julho, havia recebido uma ordem definitiva de deportação. Essa ordem significa que Yiannopoulos pode ser removido do país.
O DHS divulgou a prisão de Yiannopoulos, fazendo circular uma foto policial pouco lisonjeira e alertando outros imigrantes a "assumirem o controle de sua partida" por meio da autodeportação.
A prisão ocorre em meio aos esforços do governo Trump para abordar cidadãos estrangeiros durante suas passagens por aeroportos, uma tática que abriu caminho para que um enorme contingente de pessoas fosse alvo de deportação. Nos últimos meses, agentes de imigração à paisana têm levado rapidamente os alvos em balcões de check-in e portões de desembarque, com a ajuda de informações fornecidas pelas companhias aéreas à Agência de Segurança dos Transportes.
Yiannopoulos é cidadão britânico e vive nos EUA desde 2015, quando entrou no país para integrar a equipe do Breitbart News —um site do ecossistema de ultradireita americano— com um visto de não imigrante reservado a pessoas com "habilidades extraordinárias". Ele não respondeu às mensagens do New York Times solicitando comentários.
Yiannopoulos foi um destacado apoiador de Trump durante a campanha presidencial de 2016 do republicano. Além de seu trabalho no Breitbart, em 2017 Yiannopoulos chegou a receber, por um breve período, um convite para discursar na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), uma das principais plataformas da direita americana.
Mas Yiannopoulos caiu em desgraça de forma abrupta após a divulgação de um vídeo no qual defendia relações sexuais com meninos de apenas 13 anos e tratava com desdém a gravidade da pedofilia praticada por padres católicos. Os organizadores da CPAC retiraram o convite, e ele deixou o Breitbart em meio às críticas por suas declarações.
Provocador de língua ferina e acostumado a controvérsias, Yiannopoulos foi banido, em 2016, do X, então Twitter, por liderar uma campanha de assédio contra uma atriz negra. Sua conta foi restabelecida em 2022 por Elon Musk, que comprou a plataforma.
Mais recentemente, Yiannopoulos voltou aos holofotes por trabalhar temporariamente para a ex-deputada republicana Marjorie Taylor Greene e para a marca de moda de Ye, o rapper anteriormente conhecido como Kanye West .
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Em 2022, ele assumiu a responsabilidade por organizar um jantar infame com Trump e West, do qual também participou o supremacista branco Nick Fuentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.