“Sou a favor de passar a régua em quem quer que seja”, diz Haddad sobre Lulinha
O ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu nesta quarta-feira, 19, as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), no âmbito do escândalo envolvendo as aposentadorias do INSS. Segundo Haddad, o governo Lula “nunca mexeu um dedo”...
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu nesta quarta-feira, 19, as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha , filho do presidente Lula (PT), no âmbito do escândalo envolvendo as aposentadorias do INSS.
Segundo Haddad, o governo Lula “nunca mexeu um dedo” para aliviar amigo ou parente.
“Por exemplo, no caso do Banco Master, tentaram colar o caso Master no governo Lula. A gente teve quatro ministros do Bolsonaro recebendo dinheiro do Vorcaro, o Flávio Bolsonaro. Então, eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. A pessoa errou? Não quero saber o partido, a religião, ela paga” , disse na sabatina promovida pelo O Globo e CBN.
“Acho que tem que apurar se a pessoa fez ou não fez mesmo. Uma coisa é você ter um amigo, outra coisa é você ter dado um passo e favorecido quem quer que seja. Eu respondo por mim, pela minha mulher e pelos meus filhos. Não tenho problema nenhum, se você achar alguma coisa que está fora de ordem, cumpra a lei e pronto” , acrescentou.
Durante a sabatina, Haddad afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) a presidente é “ um grave risco institucional “ .
“Eu vim para cá [candidato ao governo de São Paulo] para não colocar [a estratégia nacional de Lula em risco]. Eu penso que tem um projeto nacional, e o Brasil corre um grave risco institucional , na minha opinião” , pontuou, referindo-se à campanha de Flávio.
“Eu não sei se todo mundo conhece o Flávio Bolsonaro como eu conheço o Flávio Bolsonaro, mas esse rapaz é um risco para o país. Tanto do ponto de vista econômico, social e internacional. Ele é um problema muito grande e eu não posso conceber a hipótese de ele assumir a Presidência da República “ , disse Haddad.
Ainda na sabatina, o petista reconheceu que é difícil vencer a eleição para governador de São Paulo.
A campanha eleitoral mal começou, e Haddad viu sua rejeição subir em São Paulo, conforme aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira .
A rejeição do petista avançou de 42,9% em julho para 44,3% em agosto, alta de 1,4 ponto em um mês.
Por outro lado, a do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, manteve-se na faixa de 27% no mesmo período.
Tarcísio tem 50% das intenções de voto no primeiro turno, Haddad tem 33,8%.
No levantamento anterior, realizado em julho, Tarcísio liderava com 48,5% das intenções de voto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.