A psicologia diz que quando pessoas maiores de 75 anos contam as mesmas histórias uma e outra vez, não estão perdendo a memória; Chama-se revisão de vida e estão fazendo a edição final da versão que eles querem conservar de si mesmos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Quando os idosos contam as mesmas histórias , muita gente acha que a memória deles está falhando e bate aquela preocupação. Só que a ciência mostra que repetir esses causos do passado é um processo natural e saudável para fechar o ciclo da vida com paz na cabeça.
Aquele causo sobre o primeiro carro ou o dia do casamento não se repete à toa nos almoços de domingo da sua casa. Segundo a psicologia, quem já passou dos 75 anos costuma fazer uma espécie de revisão mental de toda a sua longa trajetória no mundo.
O jornal argentino Clarín publicou que os pesquisadores chamam esse hábito gostoso de revisão de vida . Os mais velhos estão apenas fazendo uma edição final da própria identidade para decidir como querem ser lembrados no futuro.
Esse processo psicológico ajuda o cérebro a organizar as lembranças antigas e a dar um significado bonito para tudo o que a pessoa viveu. É como se a mente fizesse um balanço geral, separando as vitórias, os perrengues e as lições mais valiosas da jornada.
Na prática, organizar essa memória autobiográfica afasta o sentimento de frustração e traz muito mais leveza para a saúde mental deles. Falar em voz alta é apenas o jeito que eles encontram para validar essas experiências junto da família.
As narrativas geralmente giram em torno de momentos de grande superação, amores de juventude ou amizades que marcaram época. A ideia não é passar nenhuma informação nova, mas sim reforçar valores profundos que moldaram o caráter do narrador.
Repare nos três tipos de memórias que mais aparecem nas conversas de domingo:
É normal bater a dúvida se essa repetição constante não é sinal de alguma doença mental mais pesada batendo na porta de casa. A grande sacada é notar como a pessoa conta o causo e se ela se lembra das coisas recentes da rotina diária de forma normal.
Acompanhe a comparação para separar o hábito normal de um sinal de alerta médico:
Cortar o seu avô no meio da fala ou revirar os olhos só gera tristeza e destrói aquela conexão bacana que rola na hora do bate-papo. O melhor esquema é ter empatia na roda, puxar uma cadeira e fazer perguntas que ajudem o idoso a detalhar ainda mais aquela emoção gostosa.
Escutar com paciência é um baita presente que você dá para quem já viveu tantas décadas e tem coisas valiosas para ensinar na rotina. Acolher essas palavras com carinho e respeito garante que o legado da sua família fique muito bem guardado no coração de todo mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.