DXY a 102 pontos: Por que o dólar voltou a ganhar força e o que esperar daqui para frente
Na manhã desta quarta-feira (14), o DXY, índice de dólar que compara a divisa norte-americana a uma cesta de seis moedas fortes como euro e libra, atingiu 102.875 ponto s, no maior nível desde abril de 2025.
O gatilho, desta vez, foi a inflação acima do esperado, que reforçou a perspectiva de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo.
O índice de preços ao consumidor ( CPI , na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) avançou 0,6% no mês de setembro, segundo o Departamento do Trabalho do país.
Para comparação, em agosto, o índice havia subido 0,4%.
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,7%, acima do esperado.
Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
“Tivemos um CPI mais forte, que evidencia a resiliência da inflação norte-americana e traz de volta preocupações sobre a trajetória dos juros.
Esse resultado pode atenuar o movimento recente de queda nos rendimentos dos Treasuries e reacender a discussão sobre a possibilidade de novas altas de juros pelo Fed”, avalia William Castro, estrategista-chefe da Avenue Securities LLC.
Embora o CPI não seja o índice de referência para inflação do Fed, o dado ajuda a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.
Após o dado, os agentes financeiros voltaram a apostar em uma nova alta nos juros pelo Fed no fim do mês.
Por volta de 10h30 (horário de Brasília), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 53,7% de chance de o BC norte-americano elevar os juros para a faixa de 4,00% a 4,25% na decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) em 28 de outubro.
Na véspera, a probabilidade de alta nos juros era de 22,1%.
Na curva de juros, os contratos futuros também passaram a indicar uma probabilidade de 45% de alta nos juros em outubro, acima dos cerca de 20% precificados pouco antes da divulgação do CPI.
A visão do mercado também é compartilhada pela Capital Economics.
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