UE suspende importações de carnes do Brasil nesta quinta-feira; o que acontece agora?
Bloqueio de exportações para a União Europeia afeta setores de carne bovina e mel Começa nesta quinta-feira (3) o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil.
Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.
A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro.
Nesta semana, por exemplo, o bloco realiza no Brasil uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel, que deve ser concluída até sexta-feira (4).
O resultado, porém, ainda será analisado pela UE, processo que deve levar cerca de dois meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔍 A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento.
Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (entenda aqui) A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE.
Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. (veja nos gráficos abaixo) Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia.
Arte/g1 Por que a UE proíbe promotores de crescimento e antibióticos de uso humano em animais UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.
A seguir, veja como foram as negociações e o que o setor espera.
Como foram as negociações e o que o Brasil propôs O governo brasileiro negocia com a UE desde o anúncio da decisão.
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