Mamdani coloca a Amazon contra a parede e desafia seu modelo de entregas terceirizadas
Zohran Mamdani decidiu enfrentar a Amazon onde a gigante do comércio menos gostaria de ser confrontada: na engrenagem que leva seus pacotes até a porta dos consumidores.
Em 10 de agosto de 2026, o prefeito de Nova York declarou apoio ao Delivery Protection Act, projeto apresentado pela vereadora Tiffany Cabán (foto) e registrado no Conselho Municipal como Int.
518-2026.
A proposta pode alterar o modelo de distribuição adotado por empresas como Amazon e FedEx ao estabelecer regras de segurança, treinamento, licenciamento e responsabilidade trabalhista nos centros de “última milha”, ponto final da cadeia que leva uma mercadoria do armazém à casa do consumidor.
A discussão ganhou força porque Nova York passou a conviver com a expansão acelerada desses centros.
Ao menos 18 grandes instalações foram abertas desde 2017, 11 delas a partir de 2020.
Relatório do Controlador da cidade constatou que 78% das áreas próximas a esses depósitos registraram aumento de acidentes com feridos depois de sua instalação.
Num raio de meia milha, o crescimento médio dessas ocorrências chegou a 16%.
Entre 2022 e 2024, mais de 2 mil lesões de trabalhadores foram registradas em 38 das 50 instalações examinadas.
O custo da pressa Uma compra feita em poucos segundos pelo telefone atravessa depósitos, ruas congestionadas, metas de produtividade, sistemas eletrônicos de acompanhamento e jornadas definidas ao minuto.
A rapidez que seduz o consumidor depende de uma infraestrutura humana quase sempre invisível.
Cada promessa de entrega acelerada acrescenta pressão a uma operação que funciona longe dos olhos de quem apenas acompanha, pelo aplicativo, o trajeto de uma encomenda.
A Amazon construiu parte importante dessa operação por meio das chamadas Delivery Service Partners.
Essas empresas contratam motoristas e assumem formalmente responsabilidades trabalhistas e operacionais.
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