Dona de várias marcas conhecidas de roupas entra em falência e coloca uma enorme rede de lojas em reestruturação
Controladora de várias marcas conhecidas de moda feminina entrou em falência em 2020. Entenda por que uma grande aquisição é apontada como o início do superendividamento
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual dona de várias marcas de roupas entrou em falência. Por que a compra de uma grande concorrente é apontada como o início do problema. Se alguma marca do grupo já tinha desaparecido antes da falência. Quantas lojas e marcas ficaram em risco no processo. A dona de um verdadeiro portfólio de marcas de roupa feminina, montado ao longo de anos de aquisições, entrou com pedido de recuperação judicial em 2020 colocando toda a sua enorme rede de lojas em processo de reestruturação de uma só vez.
A empresa é a Ascena Retail Group, então controladora das marcas Ann Taylor, LOFT, Lane Bryant, Justice e Lou & Grey, que em julho de 2020 entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos listando cerca de R$ 68,75 bilhões em passivos totais, dos quais aproximadamente R$ 8,8 bilhões em dívida financeira propriamente dita.
O plano de reestruturação previa eliminar cerca de R$ 5,5 bilhões dessa dívida por meio de acordo com credores, ao mesmo tempo em que a empresa vendia praticamente todas as suas marcas operacionais como negócios separados dentro do próprio processo judicial.
Ann Taylor, LOFT and Lane Bryant sold to buyout firm for $540M https://t.co/BZ0cNek4HZ pic.twitter.com/GwY98AvdNx
Em 2015, a Ascena pagou cerca de R$ 11 bilhões para comprar a ANN Inc., dona das marcas Ann Taylor e LOFT, numa aquisição apresentada na época como o passo decisivo para transformar a empresa na maior rede de moda feminina de shopping center dos Estados Unidos.
O negócio não trouxe o resultado esperado: entre o fechamento da aquisição e o fim de 2019, as ações da Ascena perderam cerca de 96% do valor, e a companhia acumulou prejuízos operacionais de aproximadamente R$ 13,2 bilhões desde meados de 2014, tendo apenas um único ano com lucro operacional positivo em cinco exercícios completos.
Sim.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.