Das frentes de garimpos ilegais em terras indígenas ao coração financeiro brasileiro
Matéria de agência de notícias aponta atuação de milícias e facções nos garimpos ilegais (Foto: Folhapress/Divulgação) No mesmo momento da ampla repercussão sobre o caso na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em que um cabo do Exército e seus companheiros desapareceram na região de garimpo ilegal, veio bem a calhar uma reportagem divulgada pela equipe da agência de notícia Folhapress , nesta terça-feira, 12, sobre investigações que apontam a atuação de facções, milícias e empresários do centro financeiro de São Paulo como financiadores do garimpo ilegal.
A matéria foi elaborada com base em investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Embora os fatos não evidenciem que haja um comando único no país, com a composição dessa cadeia variando de uma região para outra do país, a destinação final do ouro ilegal se conecta na exportação para o mercado internacional, com os financiadores bem alojados no coração financeiro brasileiro, a Faria Lima, em São Paulo, e em condomínios de alto padrão em Campinas e outros estados.
Não se trata de uma surpresa, pois garimpar em regiões remotas requer alto investimento, uma vez que a atividade deixou de ser aquela romantizada do garimpeiro em busca do sonho com uma bateia na mão e suas tralhas.
As investigações da PF detalham que a extração ilegal de ouro opera em escala industrial, sustentada por investimentos milionários em aeronaves, escavadeiras, dragas, combustível e uma complexa estrutura logística, conforme relata a reportagem.
Outra conexão na exploração ilegal do minério evidenciada na publicação é a atuação do crime organizado que age de diferentes formas em garimpos ilegais em terras indígenas brasileiras, com a participação das fações Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como já é de conhecimento do que ocorre na Terra Indígena Yanomami, cujos limites se estendem por Roraima e Amazonas, na fronteira com a Venezuela.
Essas facções oriundas de São Paulo e Rio de Janeiro se unem a grupos criminosos regionais em diferentes áreas de garimpo em Roraima, Rondônia e Mato Grosso, conforme destaca a matéria, mas também têm atuação no Pará e Amazonas, conforme as diversas operações realizadas pela PF nos últimos anos.
Essas organizações criminosas controlam o território e impõem regras aos garimpeiros e outros trabalhadores, além de atuarem em outras regiões apenas no fornecimento de armas, drogas ou segurança.
A matéria destaca a atuação das forças criminosas em Roraima, onde uma operação constante e efetiva é mantida pelo atual governo fez reduzir sensivelmente a invasão garimpeira.
Um entrevistado em Boa Vista relata que trabalhou no transporte de cargas para facções em garimpos ilegais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.