TJPE usa IA e automação para eliminar trabalho repetitivo dos servidores e acelerar Justiça em Pernambuco
Há cerca de três anos, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) procurou o Porto Digital com um desafio recorrente no Judiciário brasileiro: o elevado volume de processos e a dificuldade de dar vazão a etapas burocráticas que ainda dependiam de trabalho humano.
A parceria deu origem ao +Autonomia , iniciativa que foi além do desenvolvimento de uma ferramenta de automação.
“É um projeto de inovação aberta”, resume Pierre Lucena, presidente do Porto Digital .
No TJPE, à frente do projeto está o juiz Coordenador-Geral da Coordenadoria de Governança Institucional, Faustino Macêdo.
Segundo ele, o problema não era a falta de digitalização.
O TJPE usa o processo judicial eletrônico desde 2012, mas, na avaliação do magistrado, o Tribunal aproveitava pouco do que a tecnologia poderia oferecer.
“Tínhamos um processo totalmente digital, mas utilizavámos 15%, 30% no máximo dos benefícios de ter tudo eletrônico”, afirma.
A dor que move o projeto, diz, é a cobrança da sociedade.
“Buscamos rapidez e segurança nos julgamentos.” A virada de escala veio em fevereiro de 2026, quando a gestão do Desembargador Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello, presidente do tribunal, instituiu o +TJPE, política pública de transformação digital.
O TJPE já tinha iniciativas pontuais de inteligência artificial (IA) desde 2019, quando criou uma ferramenta para analisar processos de execução fiscal, e mantém uma comissão de IA desde então.
A diferença agora é a estrutura.
“Somamos 70 projetos em múltiplas esteiras trabalhando em paralelo.
Para cada automação há uma equipe diferente”, explica Macêdo.
“Não passamos uma semana sem uma nova automação, um novo produto ou serviço entregue à população”, conta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.