As falhas apontadas por relator da ONU no combate ao trabalho escravo no Brasil
Depois de visitar o Brasil entre 18 e 29 de agosto de 2025, o relator especial sobre formas contemporâneas de escravidão da ONU, Tomoya Obokata, elaborou parecer que aponta que, ainda que o país tenha leis, políticas públicas e instituições importantes para enfrentar o trabalho escravo contemporâneo, ainda há falhas na aplicação das medidas e a exploração persiste em diferentes setores e regiões.
O relatório será apresentado oficialmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro, em Genebra, na Suíça.
No parecer, Obokata afirma que, durante a missão, recebeu relatos de trabalho forçado, exploração sexual, servidão doméstica, trabalho infantil e casamento infantil.
Ele destaca a vulnerabilidade de povos indígenas, pessoas negras, comunidades quilombolas, mulheres trabalhadoras domésticas, migrantes, refugiados e outras populações marginalizadas.
Continua após a publicidade De acordo com o documento, fatores como pobreza, desigualdade racial e de gênero e diferenças regionais aumentam a exposição desses grupos a situações de exploração.
O relator também relaciona a exploração laboral aos conflitos fundiários e à degradação ambiental, principalmente na Amazônia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.