Lula cobra corpo a corpo de aliados em campanha pressionada por revelações sobre Lulinha
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Sob pressão após revelações sobre seu filho Fábio Luís , que ficou conhecido como Lulinha, e sobre seu ex-chefe de gabinete, o presidente Lula (PT) tem repetido o discurso de que não se perde nem se ganha uma eleição de véspera.
E, por isso, defendeu em conversas recentes cautela em uma campanha que se prenuncia acirrada e pediu que seu grupo político intensifique o corpo a corpo nas ruas.
Segundo relatos, o presidente tem dito ainda que essa será uma campanha de território, com disputa pelo voto nos bairros. Ele tem insistido para que petistas estejam munidos de dados positivos para a defesa de sua administração no embate com bolsonaristas.
A principal preocupação externada pelo presidente da República e por pessoas próximas é com a percepção do eleitorado sobre a economia. Lula afirma que fez uma boa gestão nessa área e quer que seus militantes disseminem essa ideia pelo Brasil.
Aliados dele ouvidos pela reportagem em condição de anonimato avaliam que a campanha do petista está em seu pior momento em decorrência das revelações sobre Fábio Luís, filho de Lula que ficou nacionalmente conhecido como Lulinha , e sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
Ainda sob reserva, interlocutores do presidente admitem que as revelações abalaram o ânimo dos militantes e até mesmo de integrantes da coordenação da campanha, além do próprio Lula.
Lulinha é alvo de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que o caso deixe a corte e vá para a primeira instância, uma vez que não há envolvidos com foro especial.
As suspeitas são em torno de uma suposta atuação com a lobista Roberta Luchsinger para tentar vender medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde.
Já o ex-chefe de gabinete de Lula teria tido despesas pessoais pagas por Roberta –ele afirma que as transações foram um empréstimo.
Na quinta-feira (20), veio a público documento em que a Polícia Federal apontou Lulinha como beneficiário indireto do trabalho de Luchsinger e identificou uma suposta "comunhão de interesses" entre os dois, entre outras afirmações.
Tanto Marcola quanto a defesa de Fábio Luís negam irregularidades. No caso de Lulinha, há também uma reclamação por causa dos vazamentos de investigações da Polícia Federal.
Aliados relatam especial decepção de Lula com Marcola, auxiliar próximo desde a prisão em Curitiba e responsável pela agenda da Presidência.
Cerca de 40 anos mais novo que Lula, Marcola era tido pelo presidente como um potencial curador de seu legado no futuro, segundo aliados relataram à reportagem.
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