Desabamento de aterro sanitário mata ao menos 30 pessoas na Guiné
Um desabamento de uma montanha de lixo em um aterro sanitário em Conacri, capital da Guiné, deixou ao menos 30 mortos e seis feridos graves após fortes chuvas.
Chuvas que começaram por volta das 2h, no horário local, provocaram o desabamento de uma grande quantidade de lixo no aterro de Dar es Salaam. O material soterrou casas próximas ao local, que é o maior depósito de resíduos a céu aberto da cidade.
Seis pessoas ficaram gravemente feridas, e várias casas foram destruídas. Equipes de busca e resgate procuravam sobreviventes entre os escombros.
O aterro sanitário estava previsto para fechar no domingo, afirmou o tenente-coronel Baldé Mamadou Bailo, oficial de saneamento do batalhão de engenharia militar. Moradores da área receberam avisos para deixar o local, mas parte deles permanecia na região no momento do deslizamento.
A ministra da Administração Territorial e Descentralização, Dienabou Touré, disse que as famílias restantes serão transferidas. "Vamos garantir que as famílias restantes sejam realocadas em outro lugar", afirmou ela no local.
O primeiro-ministro do país, Amadou Oury Bah, visitou o local do acidente. O governo informou que tomou medidas para garantir o atendimento médico e assistência social aos feridos e desabrigados.
O ex-primeiro-ministro Cellou Dalein Diallo classificou o episódio como uma grande tragédia. "Essa tragédia é ainda mais preocupante porque o fechamento do aterro sanitário havia sido anunciado para este domingo, 23 de agosto", disse ele.
O político exilado cobrou transparência sobre o caso. Diallo afirmou que cabe às autoridades apurar as circunstâncias que levaram ao desastre e tirar as conclusões necessárias sobre o ocorrido.
A Guiné é governada pelo general Mamadi Doumbouya. O militar chegou ao poder por meio de um golpe de Estado em 2021 e acabou eleito presidente em dezembro de 2025.
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