Jardim mudou Cruzeiro e jurou amor antes de se tornar adversário pelo Fla
Das juras de amor às justificativas. Saiu o azul celeste, veio o rubro-negro. Cruzeiro e Flamengo estão frente a frente nas oitavas de final da Libertadores, e o duelo tem um personagem central: Leonardo Jardim. Quem hoje comanda o Fla esteve, há pouco tempo, no lado oposto.
Jardim chega ao confronto em uma semana de alívio pelo resultado e desempenho diante do Vitória, no Brasileirão. O Flamengo com ele andou patinando no Brasileirão — e, assim, o Palmeiras sustentou a vantagem que atualmente está em seis pontos. Além disso, a Libertadores ganhou mais peso para Jardim em razão da eliminação precoce na Copa do Brasil diante do Vitória, zebra nas oitavas de final.
Apesar do título carioca, ainda com o legado imediato de Filipe Luís, o desfecho desse confronto com o Cruzeiro pode ditar a relação de Jardim com a torcida do Fla para o restante da temporada.
O treinador português teve a primeira experiência no Brasil no ano passado, no lado mineiro do confronto. Foi sob o comando dele que parte do atual elenco foi montado — a equipe fechou o Brasileiro na terceira colocação e alcançou a semifinal da Copa do Brasil. Em dezembro, porém, veio a despedida com direito a declaração apaixonada.
Na ocasião, ele disse que não treinaria outro clube no país, fazendo questão de reforçar a ligação criada com a Raposa. "No Brasil, sou Cruzeiro e não vou treinar mais nenhum clube que não seja o Cruzeiro".
Na passagem pela Toca da Raposa, Jardim desfez o estilo de Fernando Diniz, tirou espaço de "medalhões" como Gabigol e Dudu e montou um time de transições rápidas. Sob o comando dele, Kaio Jorge se tornou grande destaque — foi artilheiro do Brasileiro e é um dos principais nomes do time até hoje —, e a equipe desabrochou.
O adeus fez a diretoria celeste ir ao mercado e acertar com Tite para a temporada 2026. Apesar do título no Mineiro, ele não se sustentou no cargo diante do desempenho que a equipe vinha apresentando, e a demissão aconteceu em março. O clube mineiro chegou a cogitar nomes como Marcelo Gallardo, que havia deixado o River Plate pouco antes, mas acertou com o também português Artur Jorge.
As mudanças causaram mexidas no estilo de jogo, o que obrigou o elenco a se adaptar no decorrer da temporada, com certas oscilações.
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