Rally das Forrageiras reúne 600 participantes em Alagoas para discutir soluções de alimentação na seca
Sistema Fael A Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Projeto Forrageiras para o Semiárido , em Monteirópolis, no Sertão de Alagoas, recebeu, recentemente, mais uma etapa do Rally Forrageiras para o Semiárido.
O evento reuniu cerca de 600 participantes, entre produtores rurais, técnicos, estudantes e representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário.
A iniciativa busca apresentar, na prática, alternativas de forrageiras adaptadas às diferentes condições do Semiárido, contribuindo para uma pecuária mais produtiva, eficiente e sustentável.
O encontro também foi marcado pela troca de experiências entre produtores e profissionais que atuam diretamente na atividade.
Segundo a coordenadora do Projeto Forrageiras, Alenilda Carvalho, o trabalho busca oferecer ao produtor um verdadeiro “cardápio forrageiro”, com diferentes espécies capazes de garantir alimentação ao rebanho durante todo o ano, tanto no período chuvoso quanto nos meses de estiagem.
“A importância do projeto é que a gente traz aqui para o produtor rural um cardápio forrageiro, garantindo a sustentabilidade da atividade da pecuária de leite e da pecuária de corte ”, destacou.
O projeto avalia diferentes forragens, como capins, sorgo, milheto, milho e palma, buscando identificar quais apresentam melhor produtividade e resistência de acordo com as características de cada região.
Resultados em Alagoas Em Alagoas, os resultados também demonstram o potencial das tecnologias avaliadas.
De acordo com Alenilda, a expectativa inicial era alcançar um ganho médio diário de aproximadamente 400 gramas por animal.
Nos experimentos realizados, porém, foi registrada uma média de 650 gramas por animal/dia, resultado obtido com a combinação de diferentes forrageiras, silagem de palma e suplementação.
Para o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, os resultados do projeto mostram que a adoção de tecnologia é fundamental para que o produtor consiga aumentar sua eficiência e acompanhar as novas demandas do setor.
“Ou você se adequa à realidade, aplicando a tecnologia, ou você deixa de existir”, afirmou.
Segundo Álvaro Almeida, iniciativas como o programa de Forrageiras contribuem diretamente para o desenvolvimento da economia alagoana, permitindo que o produtor produza mais, com maior eficiência, além de fortalecer a geração de emprego e renda no estado.
A etapa de Monteirópolis também acontece em um momento de crescimento e retomada da atividade leiteira na região, que vem atraindo novos investimentos e grandes indústrias.
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