Operação mira esquema de tráfico internacional ligado à máfia italiana
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), uma operação contra uma organização criminosa transnacional suspeita de manter ligação com a máfia italiana para promover o envio de grandes carregamentos de cocaína da América do Sul para a Europa, principalmente pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados.
Batizada de Operação Eredità , a ação é um desdobramento de duas investigações anteriores que identificaram o elo entre integrantes da máfia italiana e facções criminosas brasileiras responsáveis por fornecer a logística necessária para a exportação de grandes carregamentos da droga pelo Porto de Paranaguá. document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/09/WhatsApp-Video-2026-09-17-at-08.24.51.mp4 Leia Mais PF faz operação contra tráfico de cocaína para a Europa Mais de 20 pessoas são presas em operação contra tráfico na Região Sul Advogado é preso por financiar condomínio de luxo para traficante em AL Segundo a PF, mesmo após a prisão de dois mafiosos italianos em 2019, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e de diversas apreensões de cocaína no âmbito das investigações, a estrutura ainda permaneceu ativa por meio de familiares e antigos associados.
O grupo teria dado continuidade ao processo de aquisição, transporte, armazenamento e envio da droga para a Europa , onde os entorpecentes abasteceriam uma máfia estabelecida na região de Piemonte, no norte da Itália .
Investigação De acordo com a PF, a continuidade das atividades de narcotráfico ocorreu por meio de um processo sucessório , o qual familiares e associados do grupo italiano assumiram, a partir do Brasil, a coordenação dos negócios ilícitos e mantiveram os vínculos estabelecidos com fornecedores de cocaína, operadores logísticos e financeiros.
Com isso, a estrutura criminosa teria continuado a operar com as mesmas rotas, mecanismos financeiros e rede de contatos construídos pelos mafiosos italianos presos pela PF em 2019.
Ao longo das investigações, foram identificados vínculos da organização com pelo menos 11 apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que totalizaram mais de 4,6 toneladas de cocaína destinadas a diferentes países europeus, entre eles Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal .
Desse total, aproximadamente 2,2 toneladas estavam armazenadas no Brasil quando ocorreram as prisões de 2019 e foram posteriormente movimentadas pela organização reorganizada.
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