Democratas cobram do Pentágono custo total da guerra no Irã, diz TV
Quarenta e seis senadores democratas exigem que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, detalhe os custos da guerra no Irã e os novos recursos pedidos ao Congresso. A cobrança foi revelada pela emissora NBC News.
Os senadores enviaram uma carta a Hegseth na quinta-feira (17) pedindo uma discriminação dos gastos com as operações militares contra o Irã. Eles afirmam que o Pentágono não informou o custo total do conflito, incluindo reparos em bases, reposição de aeronaves e navios destruídos e manutenção de equipamentos usados nos sete meses de guerra.
O grupo também quer detalhes sobre o pedido suplementar de US$ 67 bilhões feito pelo Pentágono. Os parlamentares cobram ainda uma prestação de contas dos cerca de US$ 34 bilhões já gastos de uma lei tributária e de gastos assinada pelo presidente Donald Trump no ano passado.
John Fetterman, senador democrata da Pensilvânia, foi o único integrante do partido que não assinou a carta. Ele não respondeu de imediato a um pedido de comentário, e o Pentágono também não se pronunciou.
O inspetor-geral do Departamento de Defesa estimou o custo da guerra em cerca de US$ 33 bilhões até 30 de junho. O valor não inclui reparos em instalações danificadas nem outras despesas, e o relatório também reconhece escassez de munições.
O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA estimou a despesa em US$ 38 bilhões e apontou efeito inflacionário para os americanos. Em audiência no Senado no fim de julho, Hegseth estimou o custo em US$ 37,5 bilhões, incluindo despesas previstas até o fim do ano orçamentário.
Na carta, os democratas criticam a quantidade de informações repassadas pelo secretário ao Congresso e à imprensa. "Em forte contraste, você informou o Congresso apenas sete vezes no mesmo período e, nessas aparições, se recusou a responder perguntas básicas sobre os objetivos e o custo desta guerra", escreveram.
Os senadores também comparam o pedido atual de verba extra com solicitações feitas durante as guerras do Iraque e do Afeganistão. Eles dizem que o documento sobre os US$ 67 bilhões tem sete páginas e traz referências vagas, como US$ 1,2 bilhão para "prioridades da administração".
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