Cogna e Ser sobem forte após 2T: o que agradou no resultado de cada educacional?
As ações de Cogna ( COGN3 ) e Ser Educacional ( SEER3 ) registram ganhos após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).
Às 12h13 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), COGN3 avançava 5,42% (R$ 2,14) e SEER3 tinha ganhos de 3,39% (R$ 11,27).
De acordo com analistas, enquanto a Cogna foi impulsionada pelo forte avanço da divisão de educação básica e pela sólida geração de caixa, a Ser Educacional voltou a se destacar pelo ganho de rentabilidade e pela expansão dos resultados, superando expectativas do mercado.
Os números, apontam as equipes de análise, reforçam uma tendência já observada nos últimos trimestres: a migração gradual para cursos presenciais e híbridos, acompanhada de pressão estrutural sobre o ensino digital, em meio às mudanças regulatórias implementadas pelo governo.
Cogna: educação básica impulsiona crescimento A Cogna apresentou receita líquida de R$ 1,96 bilhão no segundo trimestre, alta de 18% na comparação anual, desempenho sustentado principalmente pela divisão de educação básica, formada por Vasta e Saber.
O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado.
O principal destaque foi justamente o segmento K-12, cuja receita avançou 51% na comparação anual.
A receita recorrente dos sistemas de ensino cresceu 22%, enquanto as vendas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) saltaram para R$ 124 milhões, ante apenas R$ 22 milhões no mesmo período de 2025.
Leia mais: Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira Temporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho Já na Kroton, braço de ensino superior da companhia, a receita líquida cresceu 6% ano a ano.
O avanço foi sustentado pelos cursos presenciais e híbridos, que compensaram a retração do ensino a distância.
A base de alunos presenciais aumentou 8,2%, enquanto os cursos híbridos cresceram 13,3%; em contrapartida, o EAD registrou queda de 16,6% no número de estudantes.
Apesar do crescimento das receitas, a rentabilidade continuou pressionada pela mudança de mix.
A margem Ebitda recorrente consolidada recuou para 30,1%, contra 33,1% um ano antes.
Segundo Itaú BBA e Morgan Stanley, o aumento da participação dos cursos presenciais, estruturalmente menos rentáveis que o ensino digital, segue pesando sobre as margens da Kroton.
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