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Ultrapar (UGPA3) faz “hat trick” no resultado do 2º tri, aponta BofA; ações sobem

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Ultrapar (UGPA3) faz “hat trick” no resultado do 2º tri, aponta BofA; ações sobem

A Ultrapar ( UGPA3 ) entregou um verdadeiro “hat trick” no segundo trimestre de 2026, na avaliação do Bank of America (BofA): resultados acima das expectativas com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) surpreendendo, forte geração de caixa e anúncio de dividendos.

A combinação desses três fatores reforçou a visão positiva dos analistas sobre a companhia e as ações subiam 2,92% (R$ 31,38) às 13h24 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13).

O BofA destacou que o trimestre reuniu os três principais elementos que os investidores buscavam acompanhar na tese da Ultrapar.

O Ebitda e o lucro líquido superaram as projeções do mercado, a geração de caixa livre atingiu níveis robustos em meio ao ambiente favorável para distribuidoras de combustíveis e a companhia anunciou a distribuição de R$ 1,085 bilhão em dividendos.

Segundo o banco, o Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 3,66 bilhões no período, alta de 25% em relação ao trimestre anterior e de 149% na comparação anual, ficando 13% acima do consenso de mercado.

O lucro líquido somou R$ 1,68 bilhão, também acima das estimativas dos analistas.

Ipiranga lidera o “hat trick” O principal motor do trimestre foi novamente a Ipiranga, que registrou Ebitda ajustado de R$ 2,78 bilhões, impulsionado por uma margem recorrente de R$ 451 por metro cúbico, superior às expectativas do próprio BofA.

O resultado refletiu o ambiente favorável para o setor de distribuição de combustíveis e ajudou a elevar o retorno sobre capital investido (ROIC) da operação para 22,6%.

Além das margens mais fortes, os volumes permaneceram resilientes, totalizando 6,17 milhões de metros cúbicos, crescimento de 8% na comparação anual.

Para o banco, a combinação de volumes saudáveis e rentabilidade elevada continua reforçando a capacidade de geração de caixa da companhia.

O segundo motor, o fluxo de caixa livre para os acionistas (FCFE), alcançou R$ 2,2 bilhões no trimestre e chegaria a aproximadamente R$ 3 bilhões quando considerados os efeitos de antecipação de recebíveis.

Segundo o BofA, trata-se de uma geração equivalente a um yield trimestral de cerca de 6,5%, patamar considerado bastante robusto.

A forte geração de caixa permitiu redução expressiva da dívida.

A dívida líquida caiu R$ 2,6 bilhões frente ao trimestre anterior, encerrando o período em R$ 10,9 bilhões.

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