TRT-MG oferece canal para denunciar assédio eleitoral no trabalho
Belo Horizonte – O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) disponibiliza um formulário específico para denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
O canal pode ser acessado pelo portal da Corte Eleitoral, na aba Ouvidoria, pela opção “Denúncia de Assédio Eleitoral” , e permite o registro de situações em que trabalhadores sofram pressão, constrangimento ou tentativa de interferência em sua liberdade de escolha política.
A iniciativa ganha relevância diante do histórico de denúncias registradas em Minas Gerais.
Segundo dados do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), 701 denúncias de assédio eleitoral foram registradas no estado nos anos eleitorais desde 2022.
O maior volume ocorreu naquele ano, com 654 relatos.
Em 2024, foram 34, enquanto 2026 já soma 13 denúncias até o momento.
Leia também Minas Gerais MG soma 701 denúncias de assédio eleitoral desde 2022 Minas Gerais Patrão pode falar de política? Veja quando vira assédio eleitoral Pressão pode assumir diferentes formas O assédio eleitoral ocorre quando a relação de poder existente no ambiente de trabalho é utilizada para tentar influenciar a escolha política de empregados.
A prática pode envolver ameaças, constrangimentos, pressão econômica, reuniões com conteúdo político-partidário ou mensagens direcionadas aos trabalhadores.
Os dados do MPT-MG não significam necessariamente que cada denúncia corresponda a uma empresa ou episódio diferente.
Um mesmo empregador ou fato pode ser alvo de diferentes relatos, que posteriormente podem ser reunidos em uma investigação.
Em abril deste ano, por exemplo, a Justiça do Trabalho condenou uma empresa de estofados de Carmo do Cajuru, na região Centro-Oeste de Minas, ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais coletivos .
A decisão reconheceu a ocorrência de assédio eleitoral durante as eleições de 2022.
Segundo a ação civil pública apresentada pelo MPT, trabalhadores da empresa foram convocados para uma reunião às vésperas do segundo turno daquele ano, com conteúdo político-partidário e pressão para que votassem no então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL).
Leia também Minas Gerais MG soma 701 denúncias de assédio eleitoral desde 2022 Minas Gerais Patrão pode falar de política? Veja quando vira assédio eleitoral Assédio pode ocorrer de forma indireta Um levantamento realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) mostra que a prática nem sempre envolve uma ameaça direta de demissão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.