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Galípolo: Não dá para comemorar alta do crédito e reclamar de endividamento

CNN Brasil ·
Galípolo: Não dá para comemorar alta do crédito e reclamar de endividamento

O presidente do (BC) Banco Central, Gabriel Galípolo, comparou a alta na concessão de crédito pelas instituições e a consequente alta na taxa de dívidas da população, e disse que “não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento [também] cresceu”.

Durante evento com o mercado financeiro promovido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta segunda-feira (24), Galípolo destacou que a expansão das linhas de financiamento gera, de forma inerente, mais passivos para as famílias.

Leia Mais À CNN, Durigan diz acreditar “totalmente” na renegociação do tarifaço Especialista analisa crise no varejo: "Quem se preparou está bem" Gigante petroquímica e crise ambiental: Relembre a história da Braskem “O crédito que uma instituição financeira dá é a dívida que alguém tomou.

Se você promover de alguma maneira a elevação do crédito, é normal esperar o aumento do endividamento”, afirmou o presidente do BC.

Ele reforçou ainda que a teoria econômica embasa o uso da política monetária para frear esse movimento: “Toda a literatura mostra que sempre o crescimento do endividamento se dá em um período onde a taxa de juros costuma estar mais baixa, não mais alta — pois esta última inibe a contração de dívida”.

“Efeito colateral” do Pix e alerta no cartão de crédito Ao analisar a estrutura financeira do país, Galípolo ressaltou que a inovação tecnológica liderada pelo Banco Central tirou o país de uma estagnação na bancarização.

Ele apontou que o Pix gerou um processo de inclusão “muito forte”, especialmente entre a população de baixa renda, revelando que 74% dos adultos no Cadastro Único já possuem uma chave cadastrada, segundo os dados da autarquia.

No entanto, o presidente do BC alertou para a facilidade de acesso aos serviços financeiros abriu as portas massivamente para o endividamento no cartão de crédito.

“A inovação que foi o Pix, a inclusão bancária e o acesso a outros serviços financeiros ampliaram o acesso ao cartão.

Esse crescimento gerou um processo em que, de 96 milhões de usuários, 52,8 milhões carregam dívidas, seja no rotativo ou no parcelamento com juros”, detalhou.

O impacto na renda do brasileiro é expressivo.

Segundo Galípolo, há 37 milhões de pessoas a mais usando cartão de crédito desde a criação do Pix, e hoje 54% da renda das famílias está comprometida com faturas.

“Esse risco, que transcende a questão de uma estrutura de pagamento e começa a se misturar com a questão de crédito, não é algo a que as instituições que trabalham com cartão estão acostumadas.

Reduzir esse custo do sistema é algo desejável”, cobrou o dirigente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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