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No luto, estar presente pode ajudar mais do que tentar oferecer respostas

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No luto, estar presente pode ajudar mais do que tentar oferecer respostas

Depois do velório, das mensagens e das flores, a rotina costuma voltar ao normal para quase todos.

Para quem perdeu alguém, porém, a ausência permanece.

Nesse período, cobranças por melhora e frases ditas para encerrar o assunto podem transformar uma tentativa de apoio em mais uma fonte de desconforto.

O luto não segue um calendário único nem produz novidades a cada conversa.

A psicóloga e psicanalista Raissa Ramos Ferreira Pedroli, especialista em lutos e perdas, chama atenção para a expectativa social de que a pessoa demonstre progresso pouco tempo depois da morte.

“Às vezes, a pessoa enlutada só tem uma notícia velha.

Perguntam ‘como você está?’, mas ela não tem uma novidade para dar.

A pessoa continua morta, a falta continua ali.

Parece que existe uma expectativa de que, depois de algum tempo, ela tenha alguma melhora para contar”, afirma.

Uma cartilha publicada em 2026 pelo Ministério da Saúde trata o luto como um processo com particularidades e destaca a importância do acolhimento.

A orientação ajuda a desmontar uma ideia comum, mas equivocada: a de que existe uma sequência obrigatória de reações ou um prazo universal para retomar a vida de antes.

Para familiares e amigos, o impulso de resolver a dor aparece em expressões como “você precisa ser forte”, “foi melhor assim” ou “é preciso seguir em frente”.

Embora geralmente sejam bem-intencionadas, essas frases podem minimizar a perda e sugerir que tristeza, silêncio ou dificuldade para reorganizar a rotina são falhas pessoais.

Raissa define esse movimento como “a crueldade do consolo”, quando a urgência de preencher o silêncio pesa mais do que a necessidade de escutar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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