Amazon tem esquema de compra e destruição de livros raros para treinar IA
Uma reportagem do site 404 Media descobriu uma ação da Amazon que até então era desconhecida.
A companhia está comprando lotes de livros raros, escaneando eles para alimentar modelos de linguagem e destruindo os objetos no processo .
Tudo isso é feito para treinar as plataformas de inteligência artificial (IA) da companhia, tornando chatbots mais complexos e capazes.
Em resposta à matéria, a companhia se limitou a dizer que " adquire livros por meio de canais comerciais para aprimorar os produtos e serviços utilizados pelos clientes ".
Essa operação, que não é ilegal, apesar de ser condenada por vários setores da sociedade, também é feita por outras companhias da área.
A Anthropic, dona do Claude, conhecidamente destruiu milhões de livros após digitalizá-los e usar os escaneamentos nos modelos de linguagem.
A lei dos Estados Unidos considera essa prática como "uso justo transformativo" de uma obra — afinal, a companhia comprou legalmente a cópia e, portanto, tem o direito de fazer o que quiser com o produto.
O treinamento secreto da Amazon O responsável pela matéria descobriu o caso ao colocar um AirTag em um livro raro de um vendedor.
Ele suspeitou que a compra foi feita por uma empresa de IA para treinar dados, o que também revelou que o processo ocorre de forma indireta — as obras não são oficialmente compradas por alguém utilizando o nome da companhia.
Porém, o dispositivo indicou que os livros foram levados a um armazém da Amazon em Las Vegas .
Ao conversar com os funcionários, a equipe descobriu que aquele lugar se chama VGT3 e é usado para receber lotes de obras físicas e desfazer toda a encadernação para acelerar o processo de leitura.
Para além de escanear os livros, a Amazon também registra o código de barras ou identificador ISBN das obras, provavelmente para catalogar com precisão quais foram as obras já usadas no treinamento.
Por essa ação, os livros são considerados destruídos e todos são posteriormente descartados, incluindo obras de poucos exemplares em circulação .
Materiais impressos e antigos são os mais valiosos para companhias de IA, já que contém conteúdos que não estão disponíveis livremente na internet.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.