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Justiça decreta prisão de acusado de jogar mulher de prédio após soltá-lo

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Justiça decreta prisão de acusado de jogar mulher de prédio após soltá-lo

O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, 40, que é acusado de matar a esposa , agora é alvo de um novo mandado de prisão após ter sido solto pela Justiça de São Paulo há duas semanas. Maria Katiane Gomes da Silva, 25, morreu após cair do 10º andar do prédio onde o casal morava, no Morumbi, zona sul da capital.

Um novo mandado de prisão preventiva foi expedido horas após o alvará de soltura ser cumprido. No dia 6 de agosto, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza decidiu pela liberação do réu, que estava preso desde dezembro do ano passado. Ele foi efetivamente solto no dia 10 de agosto, por volta das 9h.

No mesmo dia, no entanto, o Ministério Público entrou com um recurso pedindo novamente por sua prisão. O pedido foi aceito pela Justiça, que despachou nova decisão, obtida pelo UOL , às 16h: "A prisão preventiva se faz necessária, como único meio de impedir novas práticas criminosas, sendo insuficientes a tanto quaisquer medidas cautelares".

O empresário ainda não foi encontrado e é considerado foragido. À reportagem, o advogado dele, Eugênio Malavasi, confirmou que o cliente ainda não se entregou às autoridades e disse que está contestando a ordem judicial no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Alex se tornou réu em fevereiro deste ano, sendo o principal suspeito pela morte de Maria Katiane. Após a morte da esposa, ele viajou até a cidade de Crateús, no Ceará, e foi ao velório, onde foi filmado chorando abraçado ao caixão. Na época, a morte havia sido classificada pela polícia como acidental.

O homem foi preso após a polícia ter acesso às imagens de segurança do prédio onde o casal morava . Um vídeo mostrou que a vítima foi agredida por ele no estacionamento e no elevador do prédio minutos antes de cair do apartamento. O caso, então, passou a ser investigado como feminicídio.

Suspeito negou crime à polícia. O marido afirmou aos policiais que, após a discussão, Maria Katiane teria se trancado no banheiro. Pouco tempo depois, o suspeito afirmou que ouviu um grito e o barulho de queda.

O passado criminal do suspeito é vasto. Em 2003, quando tinha 18 anos, ele foi acusado de envolvimento no sequestro do sobrinho do senador Eduardo Suplicy (PT).

Polícia diz que Alex também já foi investigado e condenado por latrocínio, receptação e roubo. Ele foi preso e cumpriu pena pelos crimes. "Ele tem umas tatuagens que indicam que pode fazer parte de uma facção criminosa, mas ele nega o envolvimento", afirmou o delegado.

Suspeito não demonstrou arrependimento durante o depoimento. Segundo o delegado, ele nega até as agressões. "Só que as imagens deixam muito claro o que aconteceu".

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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